Depois de limpar seu rosto, Alícia acariciou levemente os cabelos da criança.
— Bebê, a mamãe sabe que você já se esforçou muito e sofreu muito. Vamos ser fortes mais uma vez, tudo bem? Desta vez, a mamãe e... o papai, vamos ficar com você.
O pequeno esfregou o rosto nas mãos de Alícia.
— Papai... Mamãe...
— Isso aí. Força, bebê.
A resposta infantil soou adorável:
— Fofó.
Alícia soltou um riso através das lágrimas; seu coração transformara-se numa poça macia e doce.
Do lado de fora do Quarto de Isolamento, vestido com uma camisa preta, Kylen observava através da tela de monitoramento, notando a ternura com que Alícia acariciava o bebê.
Ela tinha um temperamento firme e orgulhoso, mas sua essência era pura doçura; agora que havia se tornado mãe, essa delicadeza gradualmente se mostrava. Cada pequeno movimento tornava-a consideravelmente mais gentil.
— Não vai entrar? — perguntou Enrique. Qual a graça de observar através de uma tela? Era como coçar o sapato quando a coceira era no pé, não fazia o menor sentido!
O dedo de Kylen parou frente ao monitor. Ele desligou a tela.
— Ela ficará infeliz se eu entrar.
Enrique não estava acostumado a ouvir um pingo de noção sair da boca de Kylen.
Aparentemente, as torturas de Alícia tinham sido tão intensas que ele começou a falar como gente civilizada.
Ele notou Kylen virando as costas; ele já estava de saída?
Enrique seguiu em frente apressado, percebendo com atraso que Kylen já não usava as roupas hospitalares.
Ele sabia o quão grave era o machucado do amigo; as chances de receber alta naquele dia eram nulas. Esperava que ele não estivesse sendo teimoso, indo arranjar problemas de novo.
— Aonde vamos? — ele perguntou mantendo o ritmo. Vinicius era leal demais para confrontar o chefe; alguém teria de controlá-lo.
Os olhos de Kylen mantiveram sua tranquilidade costumeira.
— Beber chá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!
Não tem mais capítulos???...