Henrique entrou no quarto, abriu o armário e pegou um conjunto de roupas limpas.
Carolina entrou logo atrás.
Parou ao lado dele, segurando nervosamente a barra da própria blusa com os dedos.
Ergueu os olhos para o rosto dele, agora um pouco sombrio, e falou com suavidade:
— Eu, a Larissa e o Marcelo crescemos juntos. Nossas famílias são da mesma cidade. Nossos pais se conhecem há décadas.
Henrique fechou a porta do armário.
— Você não precisa me explicar.
— Se eu te levar… Meus parentes vão acabar entendendo errado a nossa relação.
Henrique soltou um suspiro leve e se virou para ela.
— Tudo bem. Eu já entendi. Não vou. Agora vá terminar seu café da manhã.
Carolina piscou algumas vezes e murmurou, quase suplicante:
— Então… Você não fica bravo, tá?
Henrique soltou um sorriso amargo.
— Carolina… Se eu fico bravo ou não… Isso realmente importa para você?
Carolina assentiu.
Henrique se surpreendeu por um instante.
Seus olhos escuros se aprofundaram, carregando uma sombra de dúvida.
— Por quê?
— Porque… Eu não quero te perder…
A voz dela falhou por alguns segundos.
As bochechas começaram a esquentar.
Ela rapidamente completou:
— Como amigo.
Nos olhos de Henrique passou um lampejo quase imperceptível de decepção.
Ele jogou as roupas sobre a cama.
— Eu não estou bravo. Agora você pode ir terminar seu café da manhã?
— Mas você também não terminou o seu. Não vai comer?
— Vou trocar de roupa e depois saio para comer. Depois te levo para o trabalho.
— Tá bom. — Carolina sorriu, mas continuou parada no mesmo lugar. — Eu espero você para a gente ir junto.
Henrique franziu levemente as sobrancelhas.
— Vai ficar aqui… Me vendo trocar de roupa?
Só então Carolina percebeu.
Ele estava usando pijama de casa.
Ia trocar tudo, não era apenas colocar um casaco por cima.
O coração de Carolina começou a bater mais rápido.
Apesar da timidez e do constrangimento que sentia por dentro, ainda quis provocar Henrique um pouco.
— Não posso dar uma olhada nos músculos?
Henrique claramente não esperava essa resposta.
O canto de seus lábios se ergueu levemente, formando um sorriso discreto.
— Pode.
O olhar profundo e quente dele se fixou nos olhos claros dela.
Então, com dedos longos e elegantes, começou a desabotoar lentamente a camisa.
Botão por botão.
À medida que os botões se soltavam, os músculos firmes de seu peito iam aparecendo aos poucos.

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