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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 131

Luana sorriu, sem jeito, e balançou a cabeça.

— Eu não sei dirigir.

Henrique sorriu com gentileza, num elogio espontâneo.

— Sra. Luana, só o carinho que a senhora tem pela Carol já é mais do que suficiente.

— Minha filha é cheia de frescura para comer desde pequena. Ninguém melhor do que eu sabe do que ela gosta e do que não gosta. Depois eu converso com a Jaque e ensino a ela alguns pratos que a Carol adora. — Luana respondeu, animada.

Jaque entrou na conversa com educação:

— Claro, Luana. Vou aprender bastante com você.

Carolina interrompeu o movimento dos talheres por um instante. Baixou os olhos e permaneceu em silêncio, sentindo o coração estremecer de leve no peito.

Sem Henrique, o mundo dela sempre fora solitário, vazio, carente de afeto.

Mas ele... Como conseguia fazer aquilo?

Bastava estar por perto para que todos passassem a gostar dela.

Até a família dele a tratava com um carinho enorme, mesmo ela sendo uma garota de origem simples.

Em qualquer outra família poderosa, provavelmente nem o motorista da casa se daria ao trabalho de olhar para ela duas vezes.

Ela não fazia ideia de quantas coisas Henrique havia feito nos bastidores sem jamais lhe contar.

A vida dela era cinzenta, apagada. Mas, sempre que Henrique surgia, era como se uma luz morna se acendesse no meio da escuridão.

E, logo depois, parecia que todas as luzes do mundo se acendiam por causa dela.

Depois do jantar, Henrique saiu com a mãe dela. Pelo que Carolina havia entendido da conversa dos dois, ele a levaria para casa primeiro e depois voltaria ao trabalho, onde ainda teria de fazer hora extra.

Depois do banho, Carolina se deitou de bruços na cama enquanto Jaque passava o remédio em sua pele.

Sem querer, ela se pegou pensando nos dias em que era Henrique quem aplicava o medicamento nela.

Era constrangedor.

E, ao mesmo tempo, tão bom.

— Senhorita Carolina, sua pele está se recuperando muito bem. As cicatrizes já clarearam bastante.

— Obrigada, Jaque.

Jaque guardou a pomada e sorriu.

— Não precisa agradecer. Isso é o mínimo. O senhor Henrique gosta mesmo de você. Na verdade, sua mãe nem precisava vir me contar do que você gosta de comer ou quais são as suas preferências. No dia em que me contratou, o senhor Henrique já me entregou várias folhas A4, todas preenchidas, linha por linha, com seus gostos, suas manias e seus hábitos do dia a dia.

Carolina ficou imóvel por um instante.

Naquela noite, Henrique não voltou para casa. Trabalhou até a manhã do dia seguinte e, quando finalmente retornou, foi direto para o quarto descansar.

Dormiu por cinco horas.

Depois, saiu novamente para trabalhar.

Carolina também andava ocupadíssima.

Além das questões do escritório, ainda precisava arrumar tempo para procurar as esposas legítimas das três testemunhas, tentando conseguir com elas mais provas do adultério de cinco anos antes.

Fora isso, também precisava se encontrar com o advogado Emerson para discutir o caso de Antônio.

No escritório de advocacia, depois de ouvir as ideias de Carolina e toda a estratégia processual que ela havia traçado, Emerson ficou sinceramente impressionado.

Falou, cheio de admiração:

— Doutora Carolina, você é realmente incrível. Só o fato de assumir esse caso pessoalmente já seria mais do que suficiente. Nem precisava gastar tanto dinheiro me contratando.

Carolina sorriu de leve, um pouco sem graça.

— Isso também foi ideia do Henrique. Talvez, no fundo, ele me veja como uma boa moça, frágil e obediente. Deve ter ficado com medo de que eu fosse boazinha demais e acabasse pegando leve nesse caso.

Emerson soltou um suspiro, dividido entre o divertimento e a incredulidade.

— Então ele não sabe que, no meio jurídico de Porto Velho, você é famosa justamente pela mão pesada? A mulher que foi atrás do salário de um único funcionário e acabou derrubando uma empresa inteira... a famosa diabinha do tribunal?

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