Henrique segurava o pote de frutas com uma das mãos e, com a outra, puxou Carolina para que se levantasse.
Ela ainda estava distraída, observando a discussão divertida dos dois, e foi puxada de repente. Ficou um pouco confusa e ergueu os olhos para ele, sem entender.
— Vamos dar uma volta pela praia. Quero ver o pôr do sol com você.
— Ok. — Carolina sorriu de leve, sentindo o calor da mão dele envolver a sua.
O céu estava tingido de tons âmbar, e a luz do entardecer envolvia toda a praia numa aura suave. Os dois caminhavam lado a lado, de mãos dadas, pisando na areia macia e dourada, enquanto o vento do mar, frio e levemente salgado, soprava contra seus rostos.
O mar refletia o céu e se transformava num tapete ondulante de laranja cintilante, como se toda a paisagem estivesse mergulhada em ternura.
Depois de caminharem por um tempo, sentaram-se na areia. Encostaram-se um no outro em silêncio, olhando para o horizonte, onde o céu e o mar se encontravam, à espera de ver o sol vermelho desaparecer devagar.
Henrique abriu o pote de frutas e levou alguns grãos de romã à boca.
Sabia que Carolina não gostava muito de romã, mas, ainda assim, perguntou por delicadeza:
— Quer?
— Quero. — Carolina ergueu os olhos para ele.
Henrique engoliu o que mastigava e pegou mais alguns grãos no pote.
De repente, Carolina se virou, ajoelhou-se no colo dele, apoiou as mãos em seus ombros e tomou a iniciativa de beijá-lo.
Henrique travou.
Seu corpo inteiro enrijeceu. Os grãos de romã escorregaram de sua mão e caíram na areia. Seus olhos escuros vacilaram, surpresos demais para reagir.
Carolina se afastou devagar dos lábios dele. Manteve o rosto baixo, sem coragem de encará-lo. Sua voz saiu baixa, tímida, quase num sussurro:
— Então... Esse é o gosto da romã. É tão doce assim.
Henrique voltou a si.
Deixou o pote de lado, envolveu a cintura dela com um braço, apoiou a outra mão em sua nuca e a puxou de volta, aprofundando o beijo.
Comparado ao beijo leve e delicado de Carolina, o dele era intenso, quente, quase impossível de conter.
Ali, na praia, os dois se beijaram em silêncio, sentindo a respiração se descompassar, o rosto esquentar e o coração acelerar.
Do outro lado, perto das barracas, Leandro e Larissa tinham passado de uma discussão boba para uma perseguição entre risadas, divertindo-se como duas crianças.
A noite chegou rápido demais.


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