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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 159

O lugar escolhido para o acampamento ficava numa praia de coqueiros nos arredores de Porto Velho, mais afastada e pouco frequentada.

Em pleno inverno, acampar à beira-mar, entre coqueiros e areia, realmente só podia ser ideia de um casal como Larissa e Leandro.

Por sorte, o inverno ali não era tão rigoroso, só o vento do mar soprava mais forte.

Henrique e Leandro escolheram uma área plana para montar as barracas. Carolina e Larissa ficaram sentadas, à vontade, em cadeiras ao lado, tomando chá.

Depois de preparar uma xícara bem quente, Carolina se levantou e foi até Henrique, que ainda montava a barraca.

Ela lhe entregou a xícara.

Henrique curvou os lábios num sorriso discreto, tomou um gole do chá e a olhou com uma doçura especial nos olhos.

— Vai lá sentar, tomar seu chá e comer alguma coisa. Não precisa se preocupar comigo.

Ao ver a cena dos dois, Leandro soltou um longo suspiro. Depois se virou para a esposa, com aquele jeito implicante de sempre, e reclamou em tom dramático:

— Lari, olha a Carolina... Agora olha pra você. Só pensa em comer e beber e nem lembra de mim.

Larissa soltou um muxoxo.

— Se quer comer e beber, levanta e vem pegar. Está sem mãos e sem pés, por acaso?

Leandro ficou sem resposta.

Carolina e Henrique apenas sorriram, sem jeito.

Pouco depois, os dois terminaram de montar as barracas. Henrique olhou em volta e franziu a testa.

— Só tem duas barracas? Não tem mais nenhuma?

— Claro que não. Somos só dois casais. Duas barracas não bastam? — Respondeu Leandro, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Ao ouvir isso, Carolina virou o rosto na direção deles.

Henrique também se voltou para ela. Os olhares dos dois se encontraram e, naquele breve instante, surgiu um constrangimento silencioso, misturado a certa contenção.

Enquanto Leandro recolhia as embalagens, Larissa, que já havia percebido alguma coisa, se inclinou para perto de Carolina e perguntou em voz baixa:

— Carol... Vocês já voltaram há tanto tempo... Não me diga que você e o Henrique ainda não dormiram juntos?

Carolina desviou o olhar imediatamente. Com as bochechas levemente coradas, fingiu não ter ouvido a pergunta. Pegou uma romã sobre a mesa e começou a descascá-la com cuidado, soltando os grãos vermelhos, um a um, dentro de um pote.

Larissa estalou a língua e balançou a cabeça, dramática.

— Tsc, tsc... O Henrique não está dando conta, hein?

— Para de falar besteira. — Repreendeu Carolina em voz baixa.

Carolina observava os dois brincando daquele jeito e não conseguiu evitar uma pontinha de inveja.

Pelo menos, dava para ver que eram felizes.

Então ela entregou o potinho com os grãos de romã a Henrique.

Ele a olhou com suavidade, os olhos cheios de carinho, e sorriu de leve ao pegar.

— Obrigado.

Romã era a fruta favorita dele. Gostava especialmente daquele sabor doce e refrescante.

E aquela fruta não tinha sido preparada nem por Larissa nem por Leandro.

Tinha sido Carolina quem, no caminho, pedira para parar o carro só para comprar numa frutaria.

Leandro apontou para Carolina, ainda mastigando:

— Olha só a Carolina... Toda delicada, toda cuidadosa com o namorado. Descascando romã grão por grão para ele comer. Agora olha pra você...

Larissa o interrompeu na mesma hora:

— Amor é via de mão dupla, tá? Por que você não fala de como o Henrique trata a Carol? Quando pode, ele leva a Carol para o trabalho, faça chuva ou faça sol, cozinha para ela os pratos de que ela mais gosta e nem deixa que ela pegue nas tarefas mais pesadas da casa... Agora olha pra você. Preguiçoso desse jeito. Chega em casa, se joga no sofá e fica lá, todo folgado, bancando o rei.

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