Henrique empurrou a porta do quarto, acendeu a luz morna, deixou a mala em um canto e fechou a porta atrás de si.
Em seguida, passou os dois braços pela cintura de Carolina e a apertou contra o corpo, como se quisesse fundi-la a si. De olhos fechados, aspirou profundamente o perfume dela junto ao ombro. Quando falou, sua voz saiu baixa e rouca, carregada de desejo.
— Dorme comigo esta noite. Pode ser?
Carolina entendeu o que ele queria dizer e assentiu.
Henrique se sentou na cama. Aproveitando o movimento, Carolina se acomodou em seu colo e o abraçou com força, sem a menor vontade de soltá-lo.
Henrique tocou de leve a cintura dela, tentando afastá-la um pouco, mas Carolina apenas o abraçou ainda mais forte.
Ele sorriu, indulgente.
— Carol, me solta.
— Não quero. = Ela resmungou, manhosa.
Henrique soltou um suspiro baixo. Seu sorriso transbordava ternura, e até sua voz ficou mais macia, mais quente.
— Desse jeito, grudada em mim... Como é que eu vou te beijar?
Carolina sorriu e, por fim, afrouxou os braços, erguendo o rosto que até então mantinha escondido no ombro dele.
Henrique levou as mãos ao rosto delicado dela e o segurou com cuidado. Seus olhos ardentes percorreram devagar aqueles olhos vivos e luminosos, as sobrancelhas finas, o nariz elegante... Até pararem, por fim, nos lábios rosados e macios.
A respiração dos dois se misturava, quente, cada vez mais intensa.
Carolina esperou pelo beijo.
Mas Henrique continuou apenas olhando para ela, como se quisesse gravar em si cada traço daquele rosto. Incapaz de esperar mais, ela passou os braços ao redor do pescoço dele e tomou a iniciativa, beijando-o primeiro.
Henrique firmou as mãos em sua cintura e aprofundou o beijo, puxando-a consigo até os dois tombarem sobre a cama grande.
Toda a saudade se transformou em desejo e, naquela noite sem sono, eles se perderam um no outro com uma urgência quase enlouquecedora.
A noite pareceu mais sedutora do que nunca.
Mais tarde, Henrique perguntou:
— Por que você não quis o presente que eu te dei?
— Você ficou três dias em casa e voltou correndo para ficar comigo. Esse já foi o presente mais precioso que eu poderia receber. O resto eu não quero.
Henrique franziu a testa, incomodado.
— Quando você fala assim, eu sinto que, no fundo, você nem quer mesmo ficar comigo.

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