Seguindo o endereço que Victor lhe enviara, Carolina foi até uma casa antiga em um bairro tradicional da cidade.
Telhado de cerâmica, paredes claras. À primeira vista, não era uma residência luxuosa, mas carregava aquela elegância discreta que só o tempo sabe dar às coisas.
Ela apertou a campainha. Uma senhora na casa dos sessenta abriu o portão e, como se já soubesse quem ela era, a recebeu com gentileza.
— Boa tarde, Carolina. Entre, por favor.
— Boa tarde.
Carolina inclinou levemente a cabeça antes de entrar.
No quintal, além das plantas e flores, havia também uma pequena horta com temperos, legumes e verduras, o que dava ao lugar um ar acolhedor e quase bucólico.
A sala tinha um estilo clássico, com móveis de madeira escura e objetos antigos muito bem conservados. Na parede, havia um quadro de paisagem em moldura de madeira, que reforçava a atmosfera sóbria e tranquila da casa.
Carolina se sentou em um sofá de madeira nobre e ficou esperando em silêncio. A senhora lhe trouxe chá e alguns doces e depois se retirou.
A luz oblíqua do entardecer entrava pelas janelas e caía sobre a folhagem verde no canto da sala.
Naquela espera, Carolina sentiu cada segundo se arrastar como se fosse uma eternidade.
Então ouviu passos do lado de fora.
Ela voltou a si no mesmo instante e se levantou, nervosa, ao ver Victor entrar com a calma de sempre.
— Sr. Victor.
Cumprimentou-o educadamente, com um leve aceno de cabeça.
Victor ergueu a mão num gesto tranquilo, pedindo que ela se sentasse.
— Desculpe por fazer você esperar tanto.
Carolina permaneceu de pé, humilde demais para se sentar antes dele.
— Não tem problema.
Victor se acomodou à frente dela. Carolina, entendendo a formalidade do momento, só então se sentou também.
Ele soltou um suspiro baixo.
— Carol... Não vou rodear. O caso do seu pai não pode ser reaberto.
A frase a atingiu em cheio. Por um instante, Carolina sentiu o corpo inteiro gelar, e a ponta dos dedos começou a tremer sem controle.
Victor continuou:
— A nova prova que você apresentou basta para demonstrar que aquelas três testemunhas mentiram na época. À primeira vista, isso pareceria suficiente para reabrir o caso. Mas, na prática, não é.
Carolina fechou os punhos com força. Aquilo era impossível de aceitar.
— Por quê?
— Nós mandamos localizar as três testemunhas. E já confirmamos que, de fato, elas mentiram naquela época.
Carolina ficou ainda mais confusa.
— Então por que o caso não pode ser reaberto?
Logo em seguida, veio o grito de dor de Luiz, do lado de fora do quarto.
As quatro pessoas na cama congelaram, paralisadas de susto.
Então vieram mais duas pancadas, uma atrás da outra.
Pá! Pá!
Era o som de uma pá de ferro atingindo uma cabeça.
Os quatro que estavam na cama vestiram a roupa às pressas e correram para abrir a porta do quarto.
Amanda soltou um grito agudo, tomada pelo puro terror.
— Aaah... Matou meu marido!
Wallace caiu sentado no chão, paralisado de medo. Tremendo, recuou de quatro para dentro do quarto. Sua voz saía entrecortada:
— Thiago matou o Luiz... Thiago matou o Luiz...
Os outros dois puxaram Amanda de volta para o quarto e fecharam a porta às pressas, trancando-a em completo desespero.
— Chama a polícia. Rápido, chama a polícia...
Os dois tremiam tanto que mal conseguiam segurar o celular ao tirá-lo das roupas para ligar para a polícia. Até a voz saía trêmula, tomada pelo pânico.
A imagem então mudou para a câmera de segurança da entrada.
No exato momento em que faziam a ligação, Thiago saiu correndo de dentro da casa, transtornado de pavor. Estava tão apavorado que tropeçou e caiu logo na porta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...