Henrique franziu a testa. Num instante, os olhos se avermelharam. As pupilas vacilaram, o punho cerrado tremeu de leve e, quando falou, a voz saiu rouca:
— Como assim limpar o nome do pai dela?
Luana nem se deu ao trabalho de olhar para ele. O peito subia e descia em descompasso.
— Ainda bem que ela sobreviveu. Depois de todos esses anos, agora que finalmente começava a se reerguer... Você aparece de novo para arrastar a vida dela de volta pro inferno, para feri-la mais uma vez. Você ainda se acha gente?
Ela cerrou os dentes, sentindo o ar faltar a cada segundo.
— Já que sua tia até arranjou uma noiva para você, então desaparece de uma vez da vida da minha filha. Não bastou tudo o que você já fez? Ainda precisava machucá-la de novo?
A essa altura, Luana já mal conseguia respirar. Com a voz embargada pelo choro, ela praguejou:
— Você vai pagar por isso.
Mais atrás, Lívia ouvia tudo com a angústia crescendo no peito, sem conseguir entender por que o irmão aceitava carregar sozinho a fama de canalha.
Aquilo era injusto demais. Cruel demais.
Foi então que uma voz feminina, carregada de irritação e autoridade, soou atrás deles:
— Como vocês deixaram uma mulher dessas entrar aqui? Uma barraqueira sem o menor bom senso.
Ao ouvir aquilo, Henrique e Lívia ergueram os olhos e olharam para trás.
Não muito longe dali, Tainá se aproximava acompanhada de dois seguranças. Seu rosto estava frio e austero, e seu olhar pousou sobre Luana com evidente desprezo.
Luana se virou na mesma hora e avançou, fora de si:
— Barraqueira é quem?
Mal ela se aproximou, Tainá deu um passo para trás. Os seguranças, atentos, seguraram imediatamente os braços de Luana.
O sangue de Henrique ferveu na hora, e ele gritou:
— Soltem ela.
Luana se debateu com toda a força que ainda tinha, tentando se livrar dos dois homens.
— Me solta... Eu vou acabar com essa velha desgraçada... Me solta...
— Vulgar. — Tainá disse com frieza, antes de ordenar. — Joguem essa mulher para fora.
Henrique avançou num impulso, agarrou o braço de um dos seguranças e o lançou para o lado com força, afastando os dois para proteger Luana, tão frágil quanto furiosa.
Assim que caiu nos braços dele, Luana já não conseguia mais respirar. Tomada pela exaustão e pela raiva, perdeu a consciência de repente.
Quando o corpo dela cedeu, Henrique reagiu no mesmo instante e a segurou antes que caísse no chão. Sua voz saiu aflita, descompassada:
— Sra. Luana... Sra. Luana...
— O que aconteceu com ela?

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