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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 245

O coração de Carolina apertou.

Teria sido coincidência?

Ou aquele carro era, na verdade, do Henrique?

Se fosse dele... Então ele vinha parar ali, embaixo do prédio, todas as noites?

Ela se virou e apoiou as costas no parapeito da varanda. Baixou os olhos para o celular, abriu o WhatsApp e entrou na conversa com Henrique.

Não havia mais nada ali.

Todo o histórico tinha sido apagado havia muito tempo.

Desde o término, um ano antes, Henrique a bloqueou. E, desde então, ela nunca mais tentou mandar mensagem.

Agora, ele a tinha desbloqueado.

E ela, num impulso absurdo, abriu a conversa como se quisesse se explicar.

Era ridículo.

Se ele foi embora, então foi.

Se entendeu errado, que ficasse assim.

Um ex prestes a se casar. Duas pessoas que não voltariam a ficar juntas.

Não fazia sentido continuar presas a algo mal resolvido, sem nome.

Carolina ficou em silêncio por alguns segundos.

No fim, não enviou nada.

Voltou para dentro, fechou a porta de vidro, puxou as cortinas e foi para o quarto. Tomou banho e se deitou.

Como sofria de insônia, tomou dois comprimidos para conseguir dormir.

Na manhã seguinte, acordou com uma dor de cabeça forte, quase insuportável.

Abriu os olhos com dificuldade. As pálpebras pareciam pesadas demais.

O corpo tremia. Um suor frio cobria sua pele, e uma fraqueza profunda a impedia de se levantar.

A depressão voltou logo cedo.

Sem aviso.

Como algo à espreita, agarrando-se a ela assim que o dia começava.

Ela sabia.

Sabia que precisava ir trabalhar. Que havia tarefas acumuladas, coisas importantes a resolver, uma carreira a construir, dinheiro a ganhar.

Mas não conseguia nem sair da cama.

As mãos tremiam cada vez mais. O coração batia descompassado.

Com esforço, pegou o celular e abriu a agenda do dia, tentando despertar aquela parte forte dentro de si.

Não adiantou.

A depressão já tinha tomado conta.

Era como estar presa dentro do próprio corpo, esmagada por um peso invisível.

Um mal-estar sem explicação.

Medo.

Tremores.

Suor frio.

Falta de ar.

E as lágrimas... Escorriam sem parar.

Sem motivo.

Nada tinha acontecido.

Nada justificava aquilo.

E, ainda assim, ela não conseguia controlar.

Tudo parecia pesado, vazio, sem sentido.

Nos últimos dias, tinha estado ocupada demais e acabou esquecendo de tomar a medicação.

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