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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 264

— Você tem que vir. — O tom de Cláudio era autoritário, sem deixar espaço para recusa. — Se você aparecer, eu posso te apresentar a mais gente do empresariado. Isso só tem a acrescentar à sua carreira.

No mundo profissional, ter bons contatos sempre pesava mais do que abrir caminho sozinha, passo a passo.

Carolina também não fazia questão de bancar a modesta nem de posar de superior. A verdade era simples: ela precisava, sim, de conexões.

— Vou chegar no horário.

Cláudio se animou na mesma hora.

— Ótimo. Vai ser uma honra receber você.

Carolina encerrou a ligação e pousou o celular sobre a mesa.

Nesse instante, bateram à porta.

— Pode entrar.

Ela ergueu os olhos e viu um homem de terno impecável empurrando a porta.

Nas mãos, ele carregava uma caixa grande e quadrada. Sobre ela, repousava um estojo de joias sofisticado.

— Boa tarde, senhorita Carolina. Sou assistente particular do senhor Cláudio. Ele me pediu para trazer o vestido para o jantar de amanhã, além das joias que devem acompanhá-lo.

Carolina se levantou, atônita, vendo o assistente depositar as duas caixas sobre sua mesa. Por um instante, ficou sem reação.

— Eu já tenho roupa. Por favor, leve isso de volta.

— Sinto muito, senhorita Carolina, mas o senhor Cláudio deixou instruções bem claras. A senhora deve aceitar. E amanhã precisará comparecer ao jantar usando essas peças.

O assistente fez uma leve reverência, educado como sempre, e saiu da sala assim que terminou de falar.

A forma como Cláudio a cortejava era tão dominadora que só a deixava ainda mais cansada.

Era um defeito comum à maioria dos ricos: não sabiam respeitar a vontade alheia.

Só importava o que eles queriam. O resto pouco interessava.

Ela pegou o estojo de joias e o abriu por um instante.

Ficou boquiaberta.

Lá dentro havia um conjunto completo de diamantes, deslumbrante demais para passar despercebido: colar, brincos, anel, pulseira e presilha de cabelo.

Se fossem apenas zircônias, tudo bem. Mas, se aquilo fosse diamante de verdade, o conjunto inteiro valeria facilmente alguns milhões.

Carolina tornou a fechar o estojo às pressas e, em seguida, abriu a caixa maior.

Lá dentro estava um vestido de gala preto, visivelmente caríssimo. Ela nem chegou a tirá-lo da caixa. Bastou um olhar rápido para torná-la a fechar.

Seus olhos encontraram Henrique, sentado mais ao canto.

Ele estava vestido com toda a formalidade que a ocasião pedia: terno preto de corte impecável, camisa branca por baixo, elegante de um jeito discreto, nobre e impossível de ignorar.

Quase no mesmo instante, Henrique também olhou para ela.

Os olhos dos dois se encontraram.

O tempo pareceu se esticar. O burburinho ao redor desapareceu num segundo, e o olhar que trocaram se tornou quente, denso, carregado de sentimentos difíceis de nomear.

Sob a superfície calma de Carolina, alguma coisa já começava a se agitar em silêncio.

Foi então que Cláudio se aproximou, franzindo a testa. Examinou-a de cima a baixo e falou, claramente contrariado:

— Carol, você não usou o vestido que eu escolhi para você?

Carolina desviou o olhar de Henrique, forçou um sorriso e estendeu a sacola que trazia na mão.

— Clau, feliz aniversário. O vestido e as joias estão aqui. Agradeço a consideração, mas essas coisas não combinam comigo.

Cláudio enfiou as duas mãos nos bolsos da calça. A voz carregava uma decepção mal disfarçada.

— Eu, Cláudio, nunca peguei de volta nada do que dei.

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