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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 285

Ao ouvir aquilo, Carolina correu direto para a própria sala.

Bastou um olhar ao redor para perceber que o cofre que ficava no chão tinha desaparecido.

Ela saiu às pressas e deu de cara com o advogado Emerson, que vinha saindo de dentro com os policiais. Sem perder tempo, disse:

— Levaram coisas da minha sala.

Emerson franziu a testa e foi até lá em passos rápidos.

— O que sumiu?

Os policiais entraram logo atrás para examinar o local.

— O cofre.

— Tinha algo valioso lá dentro?

— As provas do caso de contaminação da fábrica química.

A expressão de Emerson se fechou de vez. Com as mãos na cintura, soltou um suspiro pesado, visivelmente contrariado e impotente diante da situação.

O rosto de Carolina também endureceu. Ela levou a mão à testa. As têmporas latejavam.

Não conseguia entender.

Será que alguém do Grupo Nogueira Lima tinha descoberto que ela já havia reunido provas e, por isso, mandado alguém até ali para roubá-las?

Mas como poderiam ter ficado sabendo?

Foi então que a voz de André soou atrás dela, carregada de desconfiança:

— Carolina, você tem certeza de que conseguiu mesmo provas contra o despejo ilegal de resíduos da fábrica do Grupo Nogueira Lima? — Ele soltou uma risadinha debochada. — Porque, sinceramente, se você de fato conseguiu algo tão importante e, ainda assim, não soube guardar, então sua inexperiência é ainda maior do que eu imaginava.

O tom insinuante dele imediatamente atraiu os olhares e acendeu as especulações de quem estava por perto.

Carolina se virou para encará-lo, o cenho franzido. Não esperava que André fosse capaz de tamanha baixeza. Dizer aquilo na frente de Emerson era uma tentativa óbvia de minar a confiança que o sócio depositava nela.

Depois de recolherem as evidências e levarem as imagens das câmeras de segurança, os policiais foram embora.

O estado de espírito de Carolina afundou ainda mais. No amor, tudo dava errado. No trabalho, outro problema enorme acabava de explodir. Ela estava exausta, por dentro e por fora.

Às duas da tarde, Cláudio apareceu no horário combinado.

Na cafeteria silenciosa, Carolina pediu um café americano gelado. Cláudio tomou um latte com açúcar em dobro. Os dois se sentaram um de frente para o outro.

Depois de uma noite inteira de tempestade, o céu continuava cinzento do lado de fora da vidraça, e uma garoa fina ainda pairava no ar.

Cláudio observava o rosto delicado de Carolina com um brilho intenso nos olhos. Havia um leve sorriso no canto dos lábios, quase imperceptível.

Era a primeira vez que Carolina o chamava para tomar um café por iniciativa própria.

— Gostou das flores de hoje? — Perguntou Cláudio, num tom suave.

Com tudo o que tinha acontecido naquela manhã, Carolina mal tinha reparado em flores. Ainda assim, respondeu por educação:

— Gostei.

Cláudio ajeitou discretamente o relógio no pulso, endireitou a postura na cadeira e limpou a garganta antes de falar:

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