As bochechas de Carolina ficaram levemente quentes. A mão que Henrique segurava também parecia aquecida, envolvida pela dele.
Depois de darem uma volta pelo jardim, ele a levou de volta para o quarto.
Assim que entraram, Henrique a encostou contra a porta e a beijou, as mãos percorrendo seu corpo com desejo.
Ainda assim, ele tinha autocontrole. Jamais faria amor com ela na casa do avô.
Depois que voltaram de lá, Carolina não sabia por quê, mas começou a se sentir cada vez mais cansada.
Vivia com sono, sem apetite, e seu olfato parecia sensível demais. Qualquer cheiro um pouco mais forte já era suficiente para embrulhar seu estômago. Às vezes, ela chegava a sentir ânsia.
Na bula dos antidepressivos, aqueles efeitos colaterais realmente apareciam descritos.
Mas antes ela nunca tinha reagido assim. Será que, por ter tomado remédio por tempo demais, os efeitos finalmente tinham começado a surgir?
Durante o expediente, Carolina encontrou um horário livre e foi procurar sua psicóloga.
A médica confirmou:
— Esse tipo de medicamento pode, sim, causar esses efeitos colaterais.
— Existe algum remédio melhor? Com menos efeitos colaterais? Pelo menos algum que não dê tanto sono. Isso atrapalha muito meu trabalho. — Perguntou Carolina.
A médica voltou a falar:
— Na verdade, o amor é o melhor remédio para a depressão. Mas também é o que provoca os efeitos colaterais mais fortes. Quando esse remédio chamado amor é usado da maneira certa, ele pode curar sem que seja preciso recorrer a outros medicamentos. Mas, quando é usado da maneira errada e os efeitos colaterais aparecem... Aí não há cura.
Carolina ficou confusa.
— Meu marido é o meu melhor remédio?
— Você mesma não percebeu? Desde que voltou para o lado dele, seu estado não vem melhorando cada vez mais?
— Percebi. Melhorou bastante. Até as crises de somatização quase não aparecem mais.
— Quando a pessoa que você mais ama te dá amor, presença e segurança, isso pode virar o melhor remédio. Mas você precisa tomar cuidado para não amar a ponto de se perder, nem colocar toda a sua vida nas mãos de um homem. Porque, se um dia essa relação abalar, ou se ele for embora, a sua condição pode piorar muito. O baque pode ser grande demais. Talvez você não aguente... E desabe de uma vez.
Carolina respondeu com plena confiança:
— Qualquer pessoa no mundo pode me trair. Meu marido, não.
A médica sorriu, aliviada.
— Se ele é mesmo tão bom assim, você pode tentar reduzir a medicação aos poucos. Mas, sempre que seu humor piorar, ou quando começar a pensar demais em coisas ruins, procure a companhia dele imediatamente. Encontre algo para desviar sua atenção.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...