Só de pensar na carreira de Henrique, no futuro do bebê, Carolina ainda sentia um aperto estranho no peito. A culpa a tomava por inteiro.
— Rick, me desculpa mesmo... Por você e pelo bebê. Por causa do meu pai, vocês...
Henrique a interrompeu antes que ela terminasse.
— A culpa é do seu pai. Não tem nada a ver com você.
— Como não tem? — Carolina abaixou a cabeça e enxugou, de leve, as lágrimas que ainda se prendiam aos cílios. A voz saiu abatida. — Você tinha um futuro tão bonito pela frente... Uma carreira tão promissora. E ficou claro que eu atrapalhei tudo. Que eu te segurei.
Henrique se levantou e se sentou ao lado dela. Passou o braço pela cintura de Carolina e a puxou para perto, fazendo-a se acomodar entre suas pernas, encostada em seu peito.
Ela ficou ali, quieta, naturalmente apoiada nele.
Depois disso, não disse mais nada.
Henrique acariciou seus cabelos. Encostou os lábios no alto da cabeça dela e deixou ali um beijo profundo, demorado. A emoção dentro dele ainda não havia se acalmado.
— Rick... — Carolina o chamou num tom sério. — Eu tomei tanto antidepressivo... Será que o bebê vai nascer saudável?
O corpo de Henrique enrijeceu.
Sua expressão ficou sombria.
Só depois de um longo silêncio ele conseguiu consolá-la com delicadeza.
— Não precisa ter medo. Vai ficar tudo bem. Amanhã a gente vai ao hospital e conversa com o médico.
Nesse momento, Sabrina se aproximou e disse, com educação:
— Parabéns, senhor. Parabéns, senhora. A medicação que o médico passou para ajudar a manter a gravidez... A senhora quer tomar agora?
— Traz aqui. — Respondeu Henrique.
Sabrina se aproximou com um copo de água morna e os comprimidos já fora da embalagem.
Enquanto Carolina tomava o remédio, Henrique advertiu:
— Sabrina, não comenta com ninguém que a senhora está grávida.
— Sim, senhor.
O olhar de Sabrina vacilou por um instante.
O remédio receitado para ajudar a estabilizar a gestação vinha em pequenas pílulas amargas. Era preciso mastigá-las antes de engolir. O gosto era forte, áspero, difícil de suportar.
Carolina sofreu para tomar. O rosto inteiro se contraiu numa careta.
Henrique levou o copo até a boca dela e, enquanto a ajudava a beber água, disse a Sabrina:
— Traz um docinho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...