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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 77

Na tigela de Henrique, Carolina fez questão de colocar cebolinha e coentro.

Quando terminou de preparar duas tigelas de sopa de macarrão com carne e ovo, foi até a porta do quarto dele e bateu.

Poucos segundos depois, a porta se abriu.

Henrique vestia uma roupa de ficar em casa cinza-clara. O cabelo estava um pouco bagunçado, o corpo apoiado no batente da porta. Os olhos semicerrados carregavam aquela mistura típica de preguiça matinal com o mau humor de quem tinha acabado de acordar.

— O que foi?

Carolina olhou para ele, meio confusa.

— Não foi você que disse ontem à noite que queria que eu fizesse macarrão no café da manhã?

O sono de Henrique evaporou na hora.

Os olhos se acenderam de repente. A voz ainda estava rouca, mas carregada de incredulidade:

— Carolina… Você fez mesmo pra mim?

Ela assentiu, séria.

O canto da boca dele foi se erguendo devagar. Até o tom ficou mais suave.

— É daquele macarrão instantâneo… Ou é só jogar água quente e comer?

"Tá achando que eu sou quem?"

Carolina bateu de propósito no avental, levantando um pouco da farinha grudada. Em seguida, ergueu a cabeça e lançou um olhar fulminante para ele, cerrando os dentes.

Só então Henrique deu um passo à frente, tentando sair do quarto.

Carolina esticou o braço e pressionou a mão no abdômen dele, barrando o caminho.

— Primeiro escova os dentes e lava o rosto. Depois você vem comer.

— Daqui a pouco o macarrão gruda todo. Deixa eu comer primeiro, depois eu lavo. — Ele tentou argumentar.

— Não.

— Tá bom, tá bom… Faço do seu jeito.

Henrique se rendeu quase imediatamente. Virou-se e foi direto para o banheiro.

Carolina tirou o avental e o deixou na cozinha. Antes de sair, passou o olhar por aquele verdadeiro campo de batalha caótico, tudo sujo de farinha, uma bagunça completa, e sentiu o cansaço bater.

"Delivery era tão mais prático. E ainda não precisava limpar nada depois."

Sem coragem de encarar aquilo, largou o avental de vez e foi se sentar à mesa, esperando Henrique sair.

Pegou o celular, conferiu o horário e o colocou de lado outra vez.

Ainda dava tempo. Se comesse logo, conseguiria chegar ao trabalho sem atraso.

Henrique não demorou. Logo apareceu, puxou a cadeira e se sentou. Ficou olhando fixamente para a tigela de macarrão e, sem perceber, acabou sorrindo.

O ovo estava frito demais, quase queimado. As fatias de carne eram grossas, o macarrão largo demais, a couve já meio amarelada de tão passada. O que havia de mais bonito no prato eram justamente a cebolinha e o coentro, bem verdes.

A aparência era apenas razoável. Ainda assim, para alguém totalmente iniciante, aquilo já era mais do que aceitável.

Carolina o observava com expectativa. Ao ver que ele não pegava os talheres, ficou nervosa.

— Não vai comer?

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