Carolina soltou uma risada de desprezo.
— Então que caia.
— Você… — Luana ficou tão furiosa que o rosto escureceu. As veias da testa saltaram. Ela ergueu a mão, pronta para dar um tapa.
Antônio agarrou o pulso dela no mesmo instante.
— Dona Luana, não se exalte. Esse dinheiro do dote eu pago. — Disse ele, em tom conciliador. — Afinal, depois do Ano-Novo, nós já vamos ser uma família.
A raiva de Luana se dissipou como fumaça. O semblante endurecido se transformou imediatamente em um sorriso gentil, quase afetuoso.
— É mesmo? — Perguntou, cheia de expectativa.
— Como combinamos antes. — Antônio sorriu, tranquilo. — O dote para eu me casar com a Carol é de seiscentos e sessenta mil. Nem um centavo a menos. Claro que agora eu e a Carol ainda não somos casados, mas eu confio na senhora. E confio nela. Então vou adiantar duzentos mil. O restante eu entrego no dia do casamento.
Luana segurou a mão dele, emocionada.
— Obrigada, Tonho. Muito obrigada mesmo.
Carolina observou os dois à sua frente encenando aquele teatro patético com absoluta indiferença.
— Eu não vou me casar com o Antônio. — Disse, fria. — Esse acordo de vocês não tem qualquer validade legal. Assumam as consequências por conta própria.
Dito isso, ela contornou os dois e seguiu em frente.
A raiva de Luana explodriu de vez.
Ela agarrou o braço de Carolina e a empurrou com força, jogando-a para trás e impedindo que se aproximasse da porta do prédio.
Carolina cambaleou, perdeu o equilíbrio e caiu para trás.
De repente, seu corpo bateu contra um peito quente e sólido. Braços fortes envolveram sua cintura, segurando-a antes que caísse no chão.
Ela virou o rosto e ergueu o olhar.
O rosto bonito de Henrique, sombrio, sério, frio, entrou em seu campo de visão.
Por um segundo, Carolina ficou atordoada.
Rapidamente, afastou-se do abraço, firmou-se ao lado e deu um passo para longe dele.
— Obrigada.
— Precisa de ajuda? — Perguntou Henrique em voz baixa.
— Não precisa. — Carolina balançou a cabeça.
Ao ver Henrique, o rosto de Antônio se fechou como se tivesse sido coberto de sujeira. O olhar que lançou a ele era afiado, venenoso, carregado de ódio.
Luana franziu a testa e passou a examinar Henrique de cima a baixo.
Por causa da presença dele, o coração de Carolina, que até então estava estranhamente calmo, começou a se agitar. Um nervosismo inquieto tomou conta dela, misturado a ansiedade e desconforto.
Naquela última semana, a relação entre ela e Henrique tinha congelado por completo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
É possível obter o e-book completo?...