A semana tinha sido tão desgastante, que era estranho encontrar algum conforto na boate. Mas a excitação de ver Nicolas na plateia me dava um tipo estranho de animação. Não sabia explicar, mas sempre que ele estava lá, eu sentia algo que me fazia querer agradá-lo, sem saber ao certo por quê.
O som de meus saltos ecoava pelas escadas enquanto eu subia em direção ao quarto, ainda sentindo a energia da performance se dissipando lentamente do meu corpo. Quando abri a porta, porém, algo dentro de mim congelou. Lá estava ele, tão imponente quanto sempre. Quando ele me viu, seus olhos brilharam de uma maneira que me fez sentir desconfortável. Eu nunca sabia como agir diante dele, não quando ele me observava com aquele olhar que parecia me ver além do que eu realmente era.
Sem dizer uma palavra, ele caminhou até mim com dois copos na mão, oferecendo um com um sorriso discreto. Eu peguei o copo, sem pensar, e virei a bebida de uma vez só. O álcool queimou minha garganta, aliviando a tensão, mas ao mesmo tempo me deixando ainda mais nervosa.
Nicolas riu baixinho, observando-me com aqueles olhos tranquilos que pareciam perceber tudo, até as minhas menores reações. Ele me estendeu o outro copo.
— Acho que você precisa mais do que eu... — Ele disse com um sorriso tranquilo, e eu, sem pensar muito, aceitei.
— Desculpa — murmurei, sentindo o rosto esquentar.
Ele se inclinou ligeiramente para me observar, como se estivesse tentando entender o que se passava em minha mente.
— Por que você fica tão nervosa quando está perto de mim? — Sua pergunta, direta e sem rodeios, me pegou de surpresa. Eu não sabia o que responder.
Olhei para ele, tentando manter a compostura, mas a verdade escapou de minha boca quase sem querer.
— Porque você já viu mais de mim do que eu gostaria — a lembrança daquela noite no telhado ainda queimava em minha memória.
Nicolas, com um sorriso sutil, olhou para mim de uma maneira que me fez tremer por dentro.
— Eu sempre gosto muito do que vejo — disse ele, seus olhos fixando-se nos meus, e seu olhar me deixou sem fôlego. A maneira como ele me observava era profunda e, ao mesmo tempo, descaradamente elogiosa. Ele estava falando do meu corpo, e a forma como isso soou fez minhas bochechas corarem.
Eu ri nervosamente, tentando manter o controle. Internamente, me repreendi. Nicolas não era nada mais do que um cliente. Eu não devia me deixar levar por emoções bobas, como se fosse uma garota inexperiente. Eu não confiava em homens, e ele não seria diferente.
Mas, quando ele se aproximou por trás e sussurrou em meu ouvido, o pedido soou tão envolvente, tão cheio de desejo, que me rendi completamente.
— Dance para mim, Nyx.
Aquelas palavras me atingiram como uma onda. Ele queria ver minha dança, a única coisa que eu tinha para oferecer sem me sentir completamente vulnerável. Eu me movi, sem hesitar.
A música preencheu o ambiente enquanto meu corpo seguia cada batida, meu olhar se fixando nas luzes enquanto me entregava à performance. Eu sabia que ele estava me observando com intensidade, mas, por um momento, o palco no canto do quarto foi o meu refúgio. A dança me dava controle, algo que eu precisava, algo que fazia eu me sentir forte.
Quando comecei a tirar a roupa, um pedido inesperado de Nicolas me fez parar.
— Mantenha a fantasia — ele disse, com uma voz suave, mas firme.
Franzi a testa, confusa. Normalmente, os homens adoravam ver meu corpo exposto. Eu estava usando uma fantasia de coelhinha, algo sexy, que costumava agradar bastante. Por que ele não queria que eu tirasse?
Eu hesitei, mas sem questioná-lo, continuei dançando, mantendo a fantasia no lugar, os olhos de Nicolas fixos em cada movimento meu.


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