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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 112

Rubi

Eu tô sentada na sala de estar, mão na barriga quase sem perceber, tentando me convencer de que tudo vai ficar bem.

Libby tá do meu lado, revirando a internet atrás de vestidos, mas eu sei que ela também tá preocupada. A casa inteira tá naquela tensão disfarçada de normalidade: risadas forçadas, piadas rápidas, olhares trocados quando acham que eu não tô vendo.

“Você sabe sobre o que é essa reunião, né?” pergunto, voz baixa.

Libby dá de ombros, mas não me engana.

“Deve ser sobre os alfas. Ainda não aceitaram nada do que ofereceram como reparação.”

Eu bufo, sentindo o peito apertar.

“Eles têm razão de estar putos, mas… também têm culpa no cartório. Mesmo assim, fico pensando se isso vai acabar algum dia.”

Libby solta o celular e pega minha mão.

“Para de pensar nisso agora. A gente tem coisa mais importante pra fazer. O que quer que seja que eles queiram, Ragnar vai dar um jeito. Ele sempre dá, e não vai colocar os filhos em perigo.”

Ela abre um sorriso de verdade.

"Eu sei, mas... parece que não tem fim. Toda hora tem algo errado acontecendo."

"Agora vai ter. Vamos parar de pensar nisso, temos muita coisa para resolver."

“Tipo escolher os vestidos e a decoração da união. Seus avós tão vindo, Rubi. Vovô Jordan já confirmou. Cem anos nas costas, capenga, mas disse que não perde o casamento da neta preferida e da última filha por nada.”

Eu rio, olhos marejados.

“Vovô Jordan… ele é uma lenda viva. Quando eu era pequena, achava que ele era imortal.”

“E quase é,” Libby pisca. “Vai chegar de bengala, mas vai chegar.”

"A vovó Celine que nunca muda. Parece que está preservada no formol. Seus cabelos grisalhos continuam impecáveis."

"Minha mãe é extremamente cuidadosa, acho que não quer parecer frágil, então se mantém cuidada, e forte." sorrio, sabendo o quanto é importante eles estarem ali conosco.

A porta da sala de reuniões se abre. Riuk, Eron e Ragnar saem.

Meu laço se acalma na hora. É como se um peso saísse dos meus ombros só de sentir ele perto de novo.

Riuk vem direto pra mim, senta do meu lado, mão na minha coxa como se nunca tivesse saído dali.

Eu olho pra ele. Ele tá calmo. Ate demais.

"Então..." pergunto baixo, mas ele sorri de lado, e me olha.

"Então..." ele diz e estreito os olhos para ele.

“Era sobre os alfas?” pergunto, já sabendo a resposta.

Ele assente, beija minha testa.

“Era. Mas não se preocupa com isso agora. A gente tá chegando num acordo.”

"Então, temos que voltar e fazer o nosso primeiro projeto ganhar vida. Será seu nome no mundo da arquitetura e o da empresa no continente. Não podemos perder essa oportunidade."

"Eu sei... quando acha que poderemos ir." ele olha para a mesa, e depois de novo para mim.

"Em umas três semanas. Meu pai pediu duas, para resolver as coisas com os alfas, podemos ir na semana depois disso." entrelaço seus dedos com os meus.

"Para mim parece ótimo." ele se aproxima e beija meus lábios com carinho.

"Então para mim também está," Meu pai passa por nós e bufa, e todo mundo dá risada e eu coro.

"Se acostume, sogro. Eu adoro demonstrar o quanto estou envolvido com a minha companheira."

A conversa vira sobre a união. Datas, flores, quem vem, quem não vem. Todos felizes. Todos tentando fingir que tá tudo bem.

Mas eu sinto.

Sinto no laço. Sinto no jeito que ele aperta minha mão um segundo a mais. Sinto no olhar que ele troca com Eron.

Tem alguma coisa que ele não tá contando.

E eu sei que é grande.

Porque o Riuk que voltou do Vazio não esconde nada de mim a não ser que seja pra me proteger.

E isso me apavora mais que qualquer coisa.

Porque se ele tá escondendo… é porque o perigo ainda não passou.

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