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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 210

Laura

Seis meses.

Se alguém tivesse me dito que amor também podia ser medido em corredores de hospital, em exames repetidos e em noites dormidas em cadeiras duras, eu teria rido. Hoje, eu sabia. Cada semana era uma vitória arrancada com unhas e dentes.

Eu estava sentada na sala do Supremo, ao lado da Cam, tentando fingir normalidade enquanto minhas mãos repousavam sobre a barriga já pesada. O bebê se mexia bastante naquele dia, inquieto, como se sentisse que algo não estava certo. Cam falava sobre qualquer coisa, tentando me distrair. Eu sorria, assentia, respirava fundo.

Minha gravidez nunca foi tranquila, apesar de todos terem dito que seria. Desde o início, meu corpo parecia lutar contra algo que eu queria com todas as forças. Existia uma anomalia genética no meu sangue, algo que tornava cada semana uma vitória, mas eu não ia desistir. Não agora. Não com meu bebê ali.

Enoch se portou como um príncipe o tempo todo. E eu me senti segura com ele e sua família. Se existisse alguma dúvida sobre eles antes, morreu quando percebi o quanto eles cuidavam de mim e do bebê.

"Quer que eu pegue seu remédio de dor, querida?" Minha sogra falou vendo a careta que eu começava a fazer.

"Não... é só esperar..." mas não consegui acabar a frase. A dor veio forte. Mais forte do que qualquer outra vez.

Foi como se meu corpo inteiro tivesse decidido falhar ao mesmo tempo.

Levei a mão ao braço do sofá e me curvei para frente, o ar sumindo dos pulmões.

"Laura?" Cam se levantou no mesmo segundo. "Onde está doendo, querida?"

Eu tentei responder, mas a única coisa que consegui foi um gemido rouco.

"Em tudo…" murmurei. "Dói em tudo."

Cam empalideceu. A loba experiente dentro dela já tinha entendido antes mesmo de eu conseguir formular o medo.

"Chamem o Enoch. Agora." A voz dela ecoou firme pela casa.

Tentei me levantar, mas quando fiquei de pé senti o calor escorrendo pela perna. Olhei para baixo e vi o vermelho contrastando com o tecido claro do vestido.

Meu coração disparou.

"Não… não…", sussurrei, o pânico subindo como uma maré violenta. "Cam, estou sangrando."

Ela segurou meus ombros com força, me obrigando a manter o olhar nela.

"Olha pra mim. Respira comigo. Você não está sozinha. Nós vamos resolver isso."

Mas eu já estava tremendo.

Quando Enoch apareceu, foi como se o mundo tivesse entrado em câmera lenta. Os olhos dourados dele bateram em mim, no sangue, na expressão de terror que eu não consegui esconder.

"Laura."

Ele não perguntou nada. Só me pegou no colo, firme, desesperado, como se me perder fosse uma possibilidade real demais.

"Calma amor, já vamos resolver isso."

Eu ouvi Cam dizendo que avisaria o resto da família, ouvi portas abrindo, passos correndo, mas tudo parecia distante. Minha mente se agarrou a uma única coisa enquanto Enoch dirigia rápido demais pelas ruas de Denver.

Não consegui gritar.

Não consegui chorar.

Só rezar.

Fechei os olhos e, com a pouca força que me restava, falei em pensamento.

Deusa da Lua…

Se ele é teu filho também… se esse bebê carrega teu sangue… não deixa que ele venha ao mundo sozinho. Não deixe que meu filho seja órfão de mãe. Me ajuda nessa hora.

Minhas mãos apertaram o tecido da roupa, o corpo inteiro entrando em colapso.

Quando chegamos ao hospital, fui arrancada do carro e levada às pressas para dentro. Luzes brancas. Vozes firmes. Macas. O cheiro forte de antisséptico.

"O sangramento é intenso."

"Pressão caindo."

"Ela não aguenta um parto normal."

As palavras se misturavam até que uma delas se destacou, clara demais para ser ignorada.

"Ela tem que entrar em uma cesária de emergência, agora!"

"Não... cesária não... eu quero normal."

"Você não vai aguentar, Laura. Seu corpo é humano. O bebê é grande. Nós precisamos agir antes que a hemorragia piore. Se tentar normal, vocês dois morrem."

"Ninguém vai morrer..." A voz de Enoch saiu estrangulada. "Amor, por favor. Vamos fazer como o médico está dizendo..."

As lágrimas escorreram antes que eu pudesse impedir.

"Meu bebê…", murmurei. "Ele vai ficar bem?" me voltei para o médico.

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