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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 209

Riuk

Eu nunca achei que fosse possível amar desse jeito.

Digo… eu sempre soube que amava a Rubi. Isso era sólido, conhecido, firme. Mas o que eu sentia agora, com aquele pacotinho quente e vivo no meu colo, era outra coisa. Era como se meu peito tivesse sido aberto e preenchido por algo que não cabia antes.

Ayla.

Minha filha.

Minha lobinha.

Ela estava enrolada em um cobertor claro, pequena demais para o mundo que a esperava, mas perfeita demais para ser real. O cheiro dela era suave, doce, misturado com o da Rubi e com algo profundamente nosso. Meu lobo estava quieto, sereno, como se finalmente tivesse encontrado o centro do próprio universo.

Em alguns momentos dessa jornada, eu achei que não era merecedor de tanto. Que a Deusa, por causa do meu passado, tinha se esquecido de mim. Tinha resolvido que eu seria um completo solitário. Mas agora, vendo até onde a vida me levou, tenho certeza que eu só mudei de fase. De uma negra e sombria, para uma clara e cheia de curiosidades e amor.

Minha mulher tinha feito o impossível. Me feito amá-la ainda mais. E me dado o presente mais lindo que alguém poderia ter.

“Pronto?” perguntou a enfermeira, sorrindo.

Assenti, mesmo sabendo que nada no mundo poderia me preparar para o que vinha a seguir.

Saí do quarto devagar, como se cada passo precisasse respeitar a importância daquele momento. O corredor parecia mais iluminado, mais amplo. Ou talvez fosse eu, que estava enxergando tudo diferente agora.

Quando cheguei à recepção, o burburinho cessou quase imediatamente.

E então… explodiu.

“Minha Deusa…”

"É menina?"

“Ela é linda…”

“Olha o tamanho dela!”

“Riuk, ela parece com você!”

“Não, parece com a Rubi!”

“É perfeita!”

Minha família inteira estava ali.

Os meus pais. Os pais da Rubi. Meus irmãos. Tios, tias, primos. Gente que eu nem lembrava que estava em Denver tinha aparecido. Era como se o nascimento da Ayla tivesse puxado todos para o mesmo ponto no mapa.

Eu sorri. Um sorriso grande, bobo, orgulhoso demais para ser contido.

“Gente…” tentei falar, mas fui interrompido por mais exclamações.

“Posso ver?”

“Deixa eu chegar mais perto.”

“Ela já abriu os olhos?”

“Ela dorme assim mesmo?”

Eu ri, sentindo a garganta apertar.

“Calma”, pedi, rindo. “Calma, ela acabou de chegar no mundo.”

Ayla se mexeu levemente no meu colo, como se reconhecesse as vozes. Franziu o rostinho, resmungou algo inaudível e, lentamente… abriu os olhos.

Foi como se o tempo parasse.

Pequenos. Atentos. Curiosos.

Dourados… com um traço roxo cruzando a íris.

Um silêncio reverente caiu sobre todos.

“Olha isso…” murmurou meu pai, se aproximando com cuidado.

“Ela puxou você”, minha mãe disse, com a voz embargada. “Esses olhos…”

Ravenna levou a mão ao peito.

“Ela é perfeita”, sussurrou. “A primeira menininha em anos. Como a mãe dela.”

Ben assentiu, orgulhoso.

“Essa menina vai ser forte”, disse. “Muito forte como a Rubi.”

“Uma lobinha extremamente protegida”, Eron completou, rindo. “Já tô até com dó de quem tentar chegar perto da minha sobrinha.”

As risadas voltaram, mais suaves agora, mais emocionadas.

“Ela é linda demais”, Laura disse, aproximando-se ao lado do Enoch. Os dois estavam de mãos dadas, os olhos brilhando como se estivessem olhando para o próprio futuro. “Eu mal posso esperar para ver o nosso.”

Enoch assentiu, sorrindo feito bobo.

“Se puxar a Ayla, já estamos no lucro.”

“Vocês que se preparem”, Libby comentou, cruzando os braços. “Agora eu quero um também. Vamos lotar a casa do supremo de crianças."

Eron ergueu as mãos imediatamente.

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