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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 91

Riuk

Eu tô na sala de reuniões da sede, luzes brancas, ar-condicionado gelado, três notebooks abertos, pilhas de ofícios e planilhas espalhadas na mesa de vidro. Meu pai e Eron estão do outro lado, tentando bolar um jeito de abafar as quatro mortes e os seis aleijados da caçada sem a Aliança implodir. Ragnar fala de diplomacia: reparação financeira, cessão temporária de territórios, reuniões virtuais com os alfas afetados, adiamento do casamento pra “mostrar respeito”.

Eu só concordo com a cabeça, assinando documento atrás de documento. Porque a verdade é que tô contando os minutos desde que a Rubi saiu.

"Acho que prometer mais terras não vai fazer com que eles aceitem isso melhor, se a gente..." mas nem escuto o que Eron está dizendo, eu só sinto.

Uma dor lancinante no peito. Não é infarto. É o laço.

Desespero puro, terror, pânico. Minha loba está gritando dentro dela.

Eu derrubo o café, levanto tão rápido que a cadeira cai pra trás.

“Riuk?” Eron pergunta.

Eu não respondo. Meu lobo urra tão alto que o alarme de incêndio quase dispara.

“Algo aconteceu com a Rubi.” pareço sufocar, enquanto tudo dentro de mim se despedaça.

"O que... o que aconteceu?" mas eu não consigo raciocinar agora. A dor é monstruosa.

Pego o celular, disco. Toca. Toca. Toca.

Ninguém atende.

Eron já tá discando pra Libby.

Ela atende no primeiro toque e mando ele colocar no viva voz.

“Oi lobo...?” ela fala de forma doce.

"Está tudo bem com você?" Eron questiona sem gentileza.

"Oque? Está. Claro que sim, porque não estaria."

"O Riuk sentiu..."

“Libby, acha a Rubi AGORA!” eu grito, arrancando o celular dele.

Ouço passos correndo, porta abrindo.

E então o grito da Libby.

“RUBI!”

Silêncio.

Depois soluços.

Eu sinto o chão sumir.

“Libby, fala comigo, porra!”

“Ela… ela tá no chão… chorando… não fala nada… tem sangue na boca dela… cortes aparecendo do nada…”

Eu vejo vermelho.

“Eu tô indo pra aí. Agora.”

A voz da Rubi vem ao fundo, fraca, engasgada:

“Não… não vem… a gente já tá voltando…”

E desliga.

Eu fico com o celular na mão, parado, o mundo girando.

“Traga ela de volta. Agora. Tem magia nisso. Ela tá machucada.”

A voz dele sai grave:

“Já estamos no carro. Kevin aumentou a escolta. Mas… ela não fala nada com nada. Cortes aparecem na boca dela toda vez que tenta falar. Olhamos as câmeras: ela abre a porta, dá dois passos pra trás, fica parada… e cai. Não tinha ninguém nas imagens. Já vi isso acontecer antes Riuk. Atlas... ele fez alguma coisa com a minha filha.”

O rugido que sai de mim faz o lustre tremer.

“Eu vou buscar ela. Agora.”

“Não,” Benjamin corta. “Se você vier agora, ele ganha. Ele quer você. A gente tá voltando. Chegamos em 18 horas. Aguenta firme, garoto. Ela tá viva. Está comigo. Eu sei como cuidar dela. Agora cuide de você.”

Ele desliga.

Fico ali, parado, o laço queimando no peito como brasa.

Eron coloca a mão no meu ombro.

“Ela é forte.”

Eu engulo o choro que tá preso na garganta.

“Eu sei. Mas eu não sou. Não sem ela.”

Olho pro meu pai.

“Eu juro por tudo que é mais sagrado que quando eu encontrar o Atlas… ele vai desejar nunca ter nascido.”

E ali, no meio da sala de reuniões corporativa, com planilhas, ofícios e café frio, eu juro pela Deusa: vou aprender cada pedaço de magia que precisar. Vou virar o demônio que ele acha que sou. E quando eu chegar em Sidney… vou fazer ele implorar pela morte que ele planejou pra minha Luna.

Porque ninguém toca na minha companheira. Ninguém.

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