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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 17

Cap.17: Uma noiva cadáver vai visitar seu marido.

Hanna esperava na sala, impaciente, andando de um lado para outro. Em menos de dez minutos, Lory estava de volta.

— Sinto muito... — sussurrou ela, apreensiva, entregando a Hanna o papel amassado.

— O que ele disse? — perguntou Hanna, sem reação.

— Você só verá qualquer dinheiro dos Farrugia depois de três anos casada. — Lory avisou, sem conseguir encarar Hanna.

A menina caiu sobre o sofá, sem reação, enquanto assimilava o que acabara de ouvir. Seus lábios tremiam e seu olhar expressava sua raiva.

— Aquele desgraçado! É por isso que eu o odeio tanto! — asseverou ela, serrando os punhos com força e rangendo os dentes. — Eu odeio toda essa família! — gritou em seguida, subindo a escada correndo e se trancando no quarto.

Apesar da resposta de Morgan, ela não desistiria. Percebeu que com a governanta não conseguiria resolver nada, então teve uma ideia que a deixou um pouco animada.

Seguiu até a cozinha e começou a preparar algo especial. Seria algo muito rápido e sem muitos dotes culinários. Ela mexia o pó na panela com água morna enquanto o pó vermelho se dissolvia, formando um líquido um pouco denso.

— O que está fazendo, senhora Ortiz? Se está com fome, eu posso cozinhar. — sugeriu Lory ao entrar na cozinha.

— Não precisa! Eu posso fazer tudo sozinha. — Hanna respondeu com rispidez, em seguida levando a panela até a geladeira.

— Fazendo gelatina de morango? — Lory perguntou desconfiada, xeretando a panela. Hanna afastou-se dela.

— Estou com fome! — resmungou ela, colocando o líquido em um recipiente de plástico e o levando para o seu quarto.

— Mas não deveria levar à geladeira? — Lory resmungou baixinho.

Hanna seguiu para seu quarto, ainda emburrada. A noite se extendia enquanto ela aplicava a substância sobre a pele. Deixou endurecer antes de misturar tudo. Com ajuda do secador, criou uma camada estranha sobre o rosto, em seguida passando pó compacto para disfarçar e dar um aspecto gelatinoso à pele.

— Morgan vai sentir tanto nojo de mim que vai desejar nunca ver minha cara. Então... para não me ver, ele vai me dar tudo que eu pedir. — Resmungava ela enquanto terminava sua maquiagem.

Assim que acabou, analisou o resultado pelo espelho. Em seguida, pegando as ataduras, enrolou-as em seu rosto como se já não estivesse ruim o suficiente. Cobriu todo o rosto após fazer um rabo de cavalo. Nas ataduras já aparecia o vermelho que parecia até mesmo sangue, nos cantos de sua orelha e maxilar, dando um ar ainda mais assustador.

— Bom... agora é só esperar a governanta dormir, mas tenho que me certificar. — Murmurou ela observando-se no espelho com satisfação. Para piorar o estilo grotesco, ainda vestiu uma camisola branca antiga e longa até os pés, causando uma aparência ainda mais repugnante.

/Se for realmente isso, nem todo dinheiro do mundo vai me fazer ficar nessa mansão. Esse diabo está dançando no jardim! Será que vai visitar o senhor?

/Com certeza. O que faremos?

/Não sei. O que funciona em fantasmas?

/Eu não vou fazer nada. Não sou pago para isso. Não lido com fantasmas.

Todos os outros concordaram em não fazer nada enquanto se escondiam e observavam ao longe a criatura espectral cada vez mais próxima. Ao sair das árvores, Hanna correu bem rápido em direção à porta. Ao ver aquela criatura correr, os homens sumiram que nem fumaça, sem querer saber o resultado.

Hanna conseguiu entrar na mansão vazia. Após os avisos, nenhum empregado ficou ali para ver. Até mesmo as empregadas se trancaram em seus quartos, rezando e pedindo a Deus proteção. Enquanto isso, Hanna subia a escada a passos pesados, seguindo até o escritório de Morgan, que ela nem mesmo sabia onde era. Mas não foi difícil encontrar quando viu a placa colada na parede com o nome "Escritório".

Ela bateu na porta em seguida, esperando resposta. Fez de novo e de novo.

— Quem é que incomoda a uma hora dessas? — perguntou a voz masculina com rispidez.

— É a esposa de um marido ingrato e mão de vaca! — asseverou ela. A porta se abriu rapidamente.

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