Cap.28: Meu marido tem uma amante?
— Ouvi algumas coisas sobre você, — Hanna disse com frieza, seus olhos fixos em Morgan.
— Imagino que não tenha sido nada de bom, vindo daquela mulher. — Ele deu de ombros, fingindo indiferença. — Mas sua tia me conhece muito bem. Não deveria se deixar levar pelas conversas de alguém que não sabe nada sobre mim ou minha vida.
— É verdade que a única coisa que aquela mulher quer é o seu dinheiro. — Ele comentou com frieza, observando a reação de Hanna.
Um sorriso cético se formou nos lábios de Hanna.
— Claro, senhor Morgan. Você está certo. Ela é uma mulher interesseira e sem valores. Espero que você possa se separar dela o mais breve possível.
Morgan se sentiu satisfeito com a resposta de Hanna.
— Fico feliz que você não se deixe levar pelas conversas daquela mulher.
Hanna o ignorou, escondendo um sorriso divertido. Ele ainda não a reconhecera, isso lhe causava uma maré de ideias malucas.
— Bom, eu vou voltar para o anexo agora, tia Lory e senhor Morgan. — Ela avisou com indiferença.
— Não! — Morgan exclamou. — A partir de hoje, vocês ficarão na mansão, longe do anexo.
— Como assim? — Lory o encarou surpresa.
— Eu disse que só você podia entrar lá. — Morgan explicou. — Já que está com sua sobrinha, você deve ficar na mansão principal e fazer visitas à senhora desfigurada apenas para ver como ela está.
— Mas eu disse que ela está doente! — Lory protestou, indignada com a falta de consideração de Morgan.
— Você pode ir apenas averiguar. — Morgan disse com firmeza. — Caso contrário, sua sobrinha deve sair. Ela não tem permissão para ficar naquele anexo!
— Do que você tem medo, senhor Morgan? Hanna perguntou, sentindo o peito apertar com medo da resposta. Lory já disse que ela está doente. Você não se importa se ela morrer?
Morgan a encarou com frieza e tédio.
— Para ser sincero? Nem um pouco. — Ele disse, sem demonstrar qualquer emoção. — Além disso, ela tem tudo que precisa lá. Pode melhorar por conta própria.
Hanna engoliu em seco, encarando Morgan com uma mistura de confusão e mágoa. Suas palavras nunca a machucaram tanto como naquele momento.
— Você se importa? Se importa com Hanna? Morgan perguntou, observando-a atentamente. Está aqui há tão pouco tempo e já está tão afetada pelo que eu disse?
— Claro que não. — Ela balbuciou, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Não pense demais. Só estou surpresa com alguns dos tratamentos que presenciei. Me pergunto se os homens dessa cidade são tão frios com suas esposas assim.
— estou bem. — Hanna respondeu com gentileza, dirigindo seu olhar para Lory.
— Quem é essa? — Liara perguntou, analisando Hanna da cabeça aos pés com um olhar crítico antes de dar de ombros indiferente.
— É minha sobrinha, Danica. — Lory respondeu de forma seca e arrogante, como sempre.
— William... — Maya resmungou com manha, se liberando do abraço e parando agora na frente de Morgan. Ele permaneceu em silêncio, encarando-a. — Estava morrendo de saudades de você. — Ela continuou, ignorando a tensão no ar. — Sei que já faz alguns anos que não nos vemos, mas... espero que já tenha superado o nosso passado.
Hanna, agora com o olhar fixo em Morgan, sentia suas mãos tremulas em meio ao nervosismo. Morgan se prendeu por alguns segundos àquele olhar, e Maya, perspicaz, percebeu a tensão entre os dois.
— Onde está sua esposa horrorosa? — Maya insistiu, sem se importar com o desconforto de Morgan.
— Eu disse a você que não era para trazê-la aqui! — Morgan repreendeu Liara, irritado com a situação.
— Você estava de acordo que eu trouxesse a sua prometida aqui, então não reclame. — Liara retrucou com desprezo. — Além disso, o que a sobrinha de uma empregada faz aqui?
— Prometida? — Hanna murmurou aflita, sentindo a cabeça girar. De repente, tudo escureceu e seu corpo perdeu as forças.
— Danica! — Ela ouviu Morgan a chamar com força, mas logo alguém a pegou nos braços antes que sua mente se apagasse completamente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.