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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 31

Cap.30: Uma atração silenciosa.

— Não, aquela não é a esposa dele, mas sim a irmã gêmea dela, Maya. — Lory esclareceu. — E já te digo, ela veio atrás de Morgan.

— Quando ele era casado com Mia, Maya sempre tentava se aproveitar dele. — A governanta explicava e Hanna apertou os punhos, tomada por uma onda de ciúme. — É um tipo complicado que você não deve deixar se aproximar de Morgan de jeito nenhum.

— Lory... eu posso não ser digna de ser casada com ele, mas também não vou permitir que ele me traia. — A voz de Hanna era firme, carregada de determinação. — Não me casei para vê-lo se divertindo com outras. Morgan não vai ter o caminho facilitado para aquela mulher.

— Isso mesmo! Não deixe seu marido cair nos braços de outra. — Lory a encorajou, admirada por sua força. — Que bom que você é uma mulher forte, Hanna. Espero que tudo possa se resolver logo.

— Não tem nada para resolver. — Hanna retrucou, com um tom de ironia. — Só quero que o prazo vença e eu me liberte. Ou posso mudar de ideia se Morgan se apaixonar por Hanna desfigurada.

— Bom... Pelo menos percebo que você está interessada nele, no fundo... Você gosta dele e ele também gostou de você, menina, você pode ter tudo em suas mãos com aquele homem, ele não vai se opor a nada. Faça o teste como minha sobrinha e conheça Morgan de jeito que ele é.

— Tudo bem... Afinal agora não sei como vou voltar para meu anexo sem levantar suspeitas... Você realmente aprontou comigo, Lory, o que vamos dizer? — Perguntou apreensiva.

— Não diremos nada. Além disso, eu disse a ele que você vai ficar comigo até que o acordo de casamento acabe. Apenas vamos continuar aqui, você tem que viver com seu marido.

— Céus... — resmungou ela apreensiva ao mesmo tempo que emburrada com Lory.

O médico examinou Hanna com cuidado, certificando-se de que seu corpo estivesse se recuperando. O dia se desenrolou naquele quarto grandioso, onde a imensidão da cama macia convidava ao descanso. Hanna, por sua vez, ocupava um quarto com vista privilegiada para todo o jardim da frente da mansão. A varanda, adornada com um espaço aconchegante para duas espreguiçadeiras e uma mesa pequena, era um convite irresistível para observar a beleza ao redor.

Enquanto o sol se despedia no horizonte, tingindo o céu com tons de laranja e dourado, Hanna finalmente se sentia melhor. Apesar da melhora, ela preferiu permanecer no quarto. Arrastando uma cadeira para perto do guarda-corpo, acomodou-se confortavelmente, apoiando os braços sobre a superfície fria e lisa. De olhos fechados, inspirou o ar fresco da tarde, sentindo a brisa suave acariciar seu rosto. Seu cabelo esvoaçava levemente enquanto ela caía no sono, o que acabou atraindo alguns olhares curiosos.

— Quem será essa convidada? — perguntou um dos seguranças, reunido em frente à varanda do segundo andar onde Hanna estava debruçada no guarda-corpo.

— Não sei, ouvi boatos sobre ser sobrinha da governanta Lory — comentou uma empregada.

— Filha de uma empregada? Céus... uma beleza dessa acessível — suspirou o segurança, encantado, deixando a serviçal, também jovem, enciumada.

— Ela é tão linda que chega a ser difícil não a olhar — comentou outro segurança. E aos poucos, Hanna estava virando um objeto de atração, até que Morgan apareceu na varanda e todos se disfarçaram e foram se dispersando.

— Mas o que eles andam fazendo? — perguntou Morgan pensativo, ao mesmo tempo, em que direcionava seu olhar vagamente para a varanda ao lado, ficando petrificado ao ver Hanna dormindo sobre o parapeito.

Maya sorriu animada, entrelaçando seu braço ao dele, e saíram do escritório. Morgan seguiu com ela até o jardim.

— Este é um bom horário para ver o pôr do sol, você não acha? — perguntou ela, ao mesmo tempo que Morgan tentava suportar a sensação ruim de tê-la grudada em seu braço.

— Na verdade, o pôr do sol já está quase no fim, não tem mais nada para ver.

— Ah... — murmurou ela desconcertada. — Enfim... poderia pensar na minha proposta? Mas se não quiser, eu te ajudo apenas a conseguir que essa mulher se divorcie de você, não é o que você quer?

— Quero que ela se decida por conta própria a se divorciar — suspirou ele desanimado.

— Eu posso fazer isso com facilidade — concluiu ela com a voz abafada.

Morgan suspirou pensativo enquanto Maya agora se virava para o encarar nos olhos, com um sorriso gentil no rosto. Mantinha seu olhar fixo ao dele quando Hanna abriu os olhos e se deparou com a cena de Maya estendendo a mão e tocando a extensão da mandíbula de Morgan como um gesto de carinho. Seu olhar emanava a paixão desenfreada que ela sentia, e isso Hanna podia compreender. Seu olhar de fúria queimava sobre Maya.

— Como ele se atreve a deixar outra mulher o tocar? — resmungou Hanna baixinho, olhando ao redor e percebendo que Maya levantou os pés para beijar Morgan.

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