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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 32

Hanna observava com ansiedade, percebendo os movimentos lentos de Maya na intenção de encostar seus lábios no que Morgan que não reagia. Hanna olhou ao redor como se procurasse algo, até encontrar uma pantufa.

— Tem uma coisa que você não sabe sobre mim, William Morgan traidor! Eu tenho uma pontaria que nunca erra! — asseverou para si mesma apontando na direção de Maya, lançando a pantufa com força fazendo acertar a cabeça de Maya com força.

— Ai... — protestou Maya sentindo a dor enquanto Morgan a ajudava a se levantar, procurando de onde veio a pantufa. Mas Hanna já tinha se escondido atrás das cortinas, mas ele sabia que tinha vindo daquele lugar, da sacada onde Hanna esteve.

— Você está bem? — perguntou Morgan, analisando a testa dela com uma marca vermelha na lateral.

— Dói muito, quem jogou isso em mim? — perguntou Maya de forma dramática.

— Não sei... — suspirou Morgan, pegando a pantufa macia de veludo rosa ao mesmo tempo, em que encarava a sacada com uma expressão desconfiada.

— Pantufas costumam voar? Ou é alguém que não gosta de mim que lançou isso em mim? — perguntou Maya desconfiada.

— Claro que não, você está pensando demais, nem pantufas podem voar e não há motivos para te atacarem. — comentou Morgan, pigarreando. — Foi um acidente, talvez tenha caído de algum lugar.

— Não acredito, eu vou procurar a quem pertence e vai pagar muito caro! — asseverou com o olhar de fúria.

— Que tal...? — suspirou ele pensativo de repente, fingindo bom humor apenas para a enganar. Eu cuidar do seu machucado? — sugeriu. E de repente, ela deixou aquilo de lado e o seguiu. Ver que isso fez Morgan se preocupar com ela já era suficiente para fazê-la esquecer.

Ele sabia o quanto aquela mulher podia ser insistente em tentar descobrir algo e até mesmo em perseguir alguém.

Ele a levou para a sala, onde fez um curativo superficial em sua testa de forma breve e se retirou sem muito assunto, nem mesmo a deixando conversar.

— Mas... ele estava tão interessado em cuidar de mim... — resmungou ela, vendo ele sair a passos largos da cozinha, seguindo para o andar de cima com a pantufa em mãos.

Ele segue até o quarto em que Hanna está. A mesma está sentada em frente à penteadeira, escovando o cabelo com o olhar de satisfação, até alguém entrar no quarto a fazendo pular da cadeira.

— Céus... não sabe bater? — perguntou ela ao ver Morgan a observando com desdém.

— A casa é minha. — respondeu secamente, em seguida jogando a pantufa no chão. — O que te ensinaram no mato? Para você é normal atacar as pessoas assim?

— Bom... não pode dizer que eu fiz algo, você não tem provas. — avisou ela, indiferente.

— Não seja debochada, por que fez isso? — perguntou ele, mantendo-se tranquilo.

— Não fiz nada!

Morgan sorriu cético, seguindo até a varanda. Em seguida, pegou a pantufa que era par da que ela usava.

— Você nem mesmo sabe bolar uma boa mentira. — comentou ele, aborrecido.

Pela manhã, bem cedo, Lory já estava de pé. Mais uma vez, acordou Hanna de forma agressiva, chacoalhando-a na cama.

— Vamos, menina, acorde! Hoje você vai sair com seu marido pela primeira vez! — anunciava Lory, empolgada, enquanto Hanna mal abria os olhos com preguiça.

— Não! Eu não quero sair com ele para lugar nenhum, aquele sem-vergonha estava quase beijando outra ontem! — resmungou Hanna.

Então, Lory riu de forma divertida.

— Sim, eu soube. — disse ela. Você nocauteou a senhorita Maya, ela literalmente voou! Os empregados não param de falar sobre a pantufa voadora. Ainda bem que ela não está no grupo.

Estão até comentando que é o fantasma da irmã dela, por ela não ter deixado de ser uma mulher sem vergonha. — comentou Lory, satisfeita.

Lory já havia ido ao anexo de Hanna, pegado algumas roupas dela e as levado secretamente para o quarto. Ela fez questão de arrumá-la, certificando-se de que Hanna estaria impecável e ainda mais atraente aos olhos de Morgan.

Lory parecia estar contando o tempo exato. Assim que deixou Hanna pronta, alguém bateu à porta. Hanna estava com o estômago embrulhado enquanto Lory a puxava pelo pulso até a porta, que ela então abriu.

Os olhares se cruzaram e um silêncio anormal se instalou entre os dois, que se encaravam de forma inexpressiva. Hanna não sabia traduzir o que seu peito queria dizer com seu coração batendo tão depressa e forte, a ponto de lhe faltar o ar. Ao mesmo tempo, Morgan estendeu a mão para cumprimentá-la. Instintivamente, ela a ergueu e ele a beijou no dorso de forma educada.

“Estou começando a achar que o único traidor aqui é meu coração” pensou Hanna pigarreando desconfortável.

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