Hanna se manteve agachada enquanto a enfermeira na recepção a observava confusa. Ela se arrastou no chão sem se importar, enquanto Morgan e o doutor se aproximavam.
— O que Morgan faz aqui? — ela murmurou, cerrando os dentes enquanto engatinhava, entrando na área da UTI e correndo pelo corredor.
— Ué? Mas ela estava bem aqui — comentou o médico constrangido.
— Doutor... onde ela está? — perguntou Morgan, o encarando disperso sem entender.
— Não sei, ela estava ainda aqui. Eu estava cuidando das mãos dela.
— Mãos? — Morgan franziu o cenho.
— Sim... ela estava com a mão enfaixada. Soube que ela teve febre. Acredito que ela esteja passando por maus bocados. Estava bem abatida também... — suspirou o médico apreensivo.
Morgan ficou um tempo pensativo. Danica (Hanna) veio em sua cabeça, mas ele sorriu sem graça, tirando isso da cabeça. Seus pensamentos se voltaram novamente para a noite anterior.
— Não pode ser... será? — ele resmungou pensativo.
— O que? — perguntou o médico confuso.
— Descreva como é essa menina — pediu Morgan.
— Ela tem dezenove anos, é jovem e também tem uma beleza... Bom, ela é uma moça de boa aparência, cabelo longo e castanho, corpo magro... Eu não sei como descrever já que quantas meninas são assim? — perguntou o médico desconfortável. — Ainda assim, ela vem amanhã no mesmo horário.
Morgan sorriu em confirmação.
— Isso não pode ser uma coincidência... — suspirou ele, se retirando.
Hanna encontrou um elevador de emergência por onde saiu e correu para fora do hospital, pegando um táxi. Ela seguiu de volta para a mansão Farrugia e se enfiou no anexo.
— Estive te esperando. Você conseguiu ver seu irmão? — perguntou Lory, enquanto tinha em mãos uma vasilha onde batia massa de bolo.
Hanna correu até a geladeira, pegando uma jarra de água e bebendo direto dela sem se importar.
— Céus... será que ele sabe? — Hanna perguntou ainda conturbada.
— Do que está falando, senhora Hanna?
— Morgan estava no hospital! Ele quase me viu! — exclamou Hanna, a voz carregada de pânico. — Mas o médico pode ter dito quem sou eu, — ela sussurrou o medo estampando em seu rosto. — Minha mãe foi muito rígida sobre isso, — continuou a voz tensa. — Ela disse que eu tinha que manter meu nome e sobrenome em segredo, assim como de meu irmão.
— Mãe... será que ele sabe o que você fez com Danica? — Maya perguntou quando ele subiu.
— Se soubesse, teria me repreendido, — Liara resmungou. — Mas não faz diferença.
Ele subiu a escada, agora emburrado, e entrou em seu escritório rapidamente. Fez uma ligação.
/ O que quer? — Hanna perguntou insegura ao atender, já roendo as unhas.
/ Diga à senhorita Danica que ela está proibida de ficar aí. — Ele asseverou, como se estivesse irritado com Hanna. — Ou ela volta para a mansão, ou ela vai embora!
/ Por que está sendo bruto comigo? Te fiz algo? — Perguntou ela com calma. Ele apertou os olhos com impaciência.
/ Mande ela voltar! — Ele asseverou em seguida, desligando o telefone.
— William... — Maya cantarolou seu nome quando ele saiu do escritório.
— Hoje não, Maya. — Ele respondeu secamente, seguindo para seu quarto e batendo a porta em sua cara.
— Não mesmo, — Maya sussurrou. — Você está evitando me encarar, mas eu vou te mostrar que você não pode resistir ao rosto da mulher que você costumava amar. — Ela suspirou e voltou para seu quarto com um plano já em mente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.