Cap.57: Quando te encontro.
— Como assim eles encontraram alguém para fazer testes? Alguém com a mesma doença do meu irmão? — perguntou Hanna os encarando, desconfiada. — E se for algo perigoso? E se...
O doutor seguiu até sua mesa e, mexendo na gaveta, trouxe alguns papéis. Hanna apertou os olhos por alguns momentos, em seguida desejando que não fosse seu irmão. Ela jamais permitiria que testassem algo incompleto nele.
O professor entregou em suas mãos a cópia das informações do paciente. Ela as analisou e ficou aliviada ao ver que se tratava de um homem de vinte e cinco anos.
Pediu todos os resultados que eles tiveram com os novos estudos e começou a estudar cada relatório e anotação naquele mesmo momento, afastando o fantasma do ciúme que a rondava enquanto se lembrava da cena.
Morgan, por sua vez, estava em uma confeitaria. Parecia que ele tinha algum costume de levar mulheres para lojas de bolo. Misaluna comia sua fatia de bolo com alegria, como se fosse um banquete, enquanto Morgan esperava pacientemente ela terminar de mastigar.
— Vai me dizer quem é a pessoa que cuida daquele menino? — perguntou ele, mas Misaluna discretamente leu mais uma vez a mensagem de Hanna e engoliu em seco.
— Ela é minha melhor amiga, mas por que está atrás dela? — perguntou Misaluna, indiferente, ao mesmo tempo que tinha mil perguntas em sua cabeça.
/Depois que você terminar aí no laboratório, quero te contar algumas novidades. — avisou Misaluna a Hanna por mensagem.
/Se quiser conversar, venha. Eu não vou sair daqui hoje até encontrar uma resposta.
/Está tão empenhada? Super apoio!
— Está interessante o assunto? Por acaso é sua amiga? — perguntou Morgan, deduzindo.
— Claro que não. — Ela escondeu o celular.
— Você ainda não me disse o que estava fazendo naquele lugar e no quarto daquele menino. Você conseguiu me enganar bem. Essa pessoa te pediu? — continuava Morgan o interrogatório.
— E se eu te contar um segredo breve? — Morgan se inclinou para frente com interesse. — Eu fui para levar algo para o menino, ele é irmão da minha melhor amiga e... — suspirou ela, pensativa. — Parece que ela te conhece bem e não gosta de você. Queria te evitar a todo custo. O que você anda fazendo?
Morgan ficou surpreso com a revelação, então não foi uma coincidência encontrar Misaluna e sim um plano para despistar, ela só não contava com o fato de que Morgan conhecia Misaluna mais do que ela poderia imaginar.
— que interessante. — ele sorriu pensativo. — como uma mulher que não me conhece esta tentando me evitar?
— Morgan… — suspirou Misaluna. — A irmã desse menino passou por maus bocados e tem sofrido há anos. Ela se esforçou para alcançar seus objetivos e os meus também — pigarreou ela, sem dar detalhes. — Não quero que você fique a perseguindo. Ela é muito importante para mim — avisou ela com vigor.
— Por que gosta tanto dela? — perguntou Morgan, na intenção de saber mais sobre ela.
— É que, mesmo sendo nova, ela está sempre abrindo mão por seu irmão, já que é a única coisa que tem… — confessou Misaluna, comprimindo os lábios.
— Será que ela não estaria interessada em saber que tem alguém que… — ele hesitou em falar, então não contou a Misaluna sobre estar custeando o tratamento do menino.
— Enfim… deixe as coisas como estão. Você está indo para a faculdade comigo? — perguntou ela, curiosa.
— Tenho que ver um grande pesquisador dessa universidade. Ele tem tido grande progresso médico que me interessa — confessou ele.
— Uhm… está bem. Eu não gosto muito daquela área, me deixa confusa. Vou voltar para a minha sala quando chegarmos à universidade.
Morgan a levou de volta e, assim que a deixou, ele seguiu para o laboratório de pesquisa. Hanna ainda estava revisando anotações e as levando para a sala particular onde ela leria tudo com atenção. Mas, assim que saiu, ela acabou se chocando contra alguém. Ela não olhou para cima, afinal a aliança no dedo entregava tudo. Ela conhecia aquilo como ninguém.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.