Cap. 61: eu sou casado com a garota prodígio.
. — Deveríamos ter desconfiado, — Oliver disse, pensativo. — Afinal, a menina prodígio apareceu na faculdade pouco depois de você pagar o empréstimo estudantil.
— Isso! — Morgan exclamou, com a cabeça ainda latejando. — Hanna me pediu cem mil dólares! Ela ainda não sabia que eu tinha pago o empréstimo dela. Soube que a faculdade a avisou sobre o pagamento naquele mesmo dia, e depois disso a garota apareceu na universidade.
— Estava na nossa cara! — Gantz esbravejou, aliviado por mais um trabalho concluído.
— Hanna... quem diria... — Morgan resmungou, levando as mãos à cabeça. — Então ela não é só uma mulher vazia interessada em dinheiro, certo?
— Suponho que ela te peça dinheiro por algum motivo justo, — Oliver comentou. — Afinal, até onde sei, ela nem recebe nada pelas pesquisas que faz.
— Olha... — Oliver continuou, hesitante. — Eu já não estava na mansão desde o primeiro dia que fui responsável em levar as coisas para o anexo e mostrar a ela os quartos. Eu a conheci e ela parecia ter uma personalidade forte, mas não parecia alguém interessada em dinheiro. Além disso, se ela quisesse dinheiro, ela tinha uma chance de ouro, já que ela tem nas mãos a vida de três pessoas importantes para você.
— Sim... — Morgan suspirou, fechando os olhos e sentindo o peito apertar. — Céus... eu tenho desprezado tanto ela e, na verdade, ela é a única que tem em mãos a coisa que eu mais quero na minha vida! — Morgan confessou, inquieto.
— Qual seu próximo passo? — Oliver perguntou, curioso. — Vai falar com ela agora?
— Não é o momento adequado, — Morgan respondeu, pensativo. — Mas eu vou tentar me aproximar dela na universidade. Quero ver como ela vai se esconder de mim. — Ele cerrou os punhos, pensativo. — Onde ela está agora?
— Ela passou a noite inteira trabalhando e agora foi descansar. — Oliver o informou.
— Tudo bem, deixem-na descansar. — Morgan concordou. — Descobriram alguma coisa sobre Danica? — ele perguntou, deixando Oliver e Gantz curiosos.
— Antes... — Gantz suspirou, se sentando em frente a Morgan e se apoiando na mesa. — Somos amigos, você sabe. Por acaso você e essa moça dormiram juntos? — ele perguntou com um sorriso sínico.
— Ela só tem dezenove anos! — Morgan respondeu, irritado. — Como um homem de trinta e cinco anos poderia se interessar por alguém tão novo assim? — Ele perguntou, emburrado, virando o rosto como se aquilo o incomodasse agressivamente.
Oliver comprimiu os lábios em um sorriso, encarando Gantz e retribuindo com um movimento das sobrancelhas, indicando que Oliver deveria provocar Morgan um pouco mais.
— Enfim... idade não é problema se você a ama... — Oliver disse, pensativo.
— Quem disse que eu amo essa menina problemática? — Morgan retrucou, pigarreando.
— Você sabe onde ela está agora?
— Lory avisou que ela estava com algumas amigas e... não voltaria para casa. — Morgan balbuciou, demonstrando desconforto ao explicar.
— Ah... ela é realmente jovem, vai querer sair com as amigas, conhecer caras novos e dormir com eles, certo? — Assim que Oliver disse isso, os olhos de Morgan faiscaram e ele sorriu cético.
— Ela nunca nem tinha beijado alguém além de mim, como ela poderia se entregar a algum homem que encontrar casualmente? — ele disse sem pensar, e os dois homens caíram na risada.
— Eu sabia! Você está cortejando a sobrinha da governanta! — Morgan se levantou a fim de calar Oliver, indicando para que ele falasse baixo. — Enfim... por isso esse interesse em investigar ela, não é?
— Que vergonhas eu tenho que passar... — lamentou ela, abaixando a cabeça, enquanto Lory estava sentada ao pé da cama, rindo porque ela realmente pensava em sair com a face enrolada.
— Que inferno, Lory! O que eu vou fazer se ele descobrir que sou eu? — ela se lamentou. — Ele vai acabar me trancando aqui e jogando a chave fora...
— Menina Hanna, Lory disse, tentando acalmá-la. — Ele não é assim. Morgan já está de quatro para você como um cachorrinho. Ele é um homem bonito, inteligente e rico. O que mais você poderia querer para cair nos braços dele?
Hanna se encarou no espelho com convicção acendendo em seus olhos.
— Que ele se apaixonasse pela Hanna deformada! Então eu entregaria tudo a ele, até minha vida! — ela se levantou irritada, seguindo para o banheiro.
Ela tentou ser o mais sutil possível com as ataduras. Usou poucas em cima da pele com manchas roxas e vermelhas, com um tipo de pele extra que imitava uma erupção cutânea. Ela sabia bem como fazer isso e fazer parecer realista, já que estudava na área de medicina e amava maquiagem.
Desta vez, ela colocou um chapéu redondo e marrom por cima de tudo aquilo e agora podia sair. Ninguém via seu rosto realmente, a não ser sutilmente os curativos bem feitos.
Morgan estava esperando do outro lado da estrada quando viu o táxi parar e ela sair. Sim, ele tinha certeza que era ela. O carro saiu e Hanna colocava a mochila sobre as costas quando viu Morgan do outro lado da pista.
Ele estava tão surpreso com a confirmação ao ver as ataduras sutilmente em seu rosto que desceu na estrada, a curiosidade misturada com a dor de cabeça estava o impedindo de pensar, seguindo em direção a Hanna.
Ela o encarou sem reação até perceber o que ele estava fazendo de forma inconsciente, como também percebeu o carro que vinha em alta velocidade na direção dele, Morgan estava prestes a ser atropelado e naquela velocidade ele com certeza não resistiria.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.