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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 63

Cap.62: identidade confirmada.

Hanna sentia-se como se tivesse entrado em um pesadelo, sem pensar duas vezes, largou a mochila e correu o mais rápido que conseguia em direção a Morgan, que a encarou surpreso. No mesmo instante, ela o empurrou com força, fazendo-o recuar.

Intuitivamente, ele segurou em seu braço, acabando por puxá-la junto, caindo no chão com ela por cima de seu corpo.

Todos que estavam passando por ali perceberam a cena e correram para ajudá-los.

O chapéu de Hanna tinha escapado e caído a alguns centímetros ao lado de Morgan. Seus olhos se cruzaram com os dele por alguns segundos até que ela colocou a mão no rosto o cobrindo, sem sequer cogitar a ideia de sair de cima de Morgan.

— Mais uma... — ele resmungou baixinho, ao mesmo tempo que tentava se recompor, lembrando-se que aquela era sua esposa. Olhou para o lado e avistou o chapéu de Hanna enquanto as pessoas se aproximavam para ver se ambos estavam bem.

— O que? — Hanna balbuciou ao sentir algo ser colocado sobre sua cabeça.

— Senhorita Ane, saia de cima de mim, já basta eu ter caído com força no chão. — pediu ele, esbaforido.

Hanna pulou de cima dele e recuou constrangida, ainda cobrindo o rosto. Atravessou a pista e saiu correndo, enquanto Oliver e Gantz vinham ajudar Morgan a se levantar.

— Você está bem? — perguntou Oliver, percebendo Morgan se levantar com dificuldade.

— B**e minhas costas, estou com cara de quem está bem? — perguntou ele de mau humor.

— Você teria muito mais que uma costa dolorida se a senhora Ortiz não tivesse chegado a tempo de te tirar da encrenca. O que estava pensando? — questionou Oliver.

— Você deve a sua vida àquela mulher. — brincou Gantz. — Falando nisso, o que ela tem de tão sério? Aquilo parece desconfortável. Ela deve estar muito determinada para sair assim.

— Bom... ela vai ter que estar, afinal agora é caso de vida ou morte. — resmungou Morgan, inquieto. Ele se sentia extremamente incomodado com o fato de que ela não pensou duas vezes em salvá-lo, mesmo depois de todas as coisas que ele disse, até mesmo não se importando com a própria vida. Ele não tinha ideia do que se passava na cabeça daquela mulher que raramente via.

Ele seguiu para dentro do campus e, como esperado, encontrou Misaluna, mas ela estava sozinha. Parecia que já sabia que ele estaria ali, então, assim que ele se aproximou, grudou em sua cintura com intimidade. Morgan, por sua vez, não rejeitou seu afeto.

— Bom dia, senhor cobiçado por todas! — brincou ela enquanto caminhavam, com as atenções voltadas para eles.

— Bom dia, minha Luna. — disse Morgan gentilmente, colocando um dos braços em volta de sua cintura para ajudá-la a caminhar mais rápido. — Onde está sua amiga? — perguntou ele com ar de desinteresse.

— Como eu não percebi ontem? — ele se questionava, ao mesmo tempo que se lembrava de nem ter percebido que ela usava ataduras no rosto. Ele tinha certeza que ela não estava com o rosto coberto, e até poderia dizer que não poderia ser a mesma pessoa. Ainda assim, as provas eram inquestionáveis.

Ele ficou até a noite. Todos os alunos já estavam indo embora, e outros se recolhendo em seus quartos. Malmente Hanna saiu daquele lugar. O laboratório, outrora com algumas pessoas, agora estava vazio. Ela caminhava de um lado para o outro, sozinha.

Ao mesmo tempo, olhava a tela do celular, percebendo uma mensagem de Misaluna:

/Tenho me mantido longe porque tem alguns homens me observando atrás de você, então trate de conseguir vir me ver em algum lugar secreto. Quero conversar com minha amiga. — avisou Misaluna.

Mas Hanna se sentiu frustrada ao ler sua mensagem. Já que a viu com Morgan, ela não sabia que tipo de relação eles tinham, mas isso a deixava completamente frustrada e com ciúmes, ao mesmo tempo que com inveja por não ter nada além do desprezo de Morgan. Mesmo que ele sentisse algo pela Danica, para ela não era a mesma coisa.

— Quantas mulheres você tem? — suspirou ela entristecida enquanto se sentava em uma cadeira em frente ao sanduíche e um copo de suco. Ela deu uma única mordida, mas não tinha forças nem para segurar um sanduíche após trabalhar sem parar.

Apoiou o rosto com uma das mãos e fechou os olhos, caindo no sono. Foi tão instantâneo, era como se seu corpo tivesse desligado após ter dormido tão mal. Suas mãos também não a mantinham equilibrada, então ela começou a cair para o lado até encostar em algo que já a esperava ali do lado.

— Precisa ficar viva para se chegar a algum resultado, mas se estiver tão cansada, também não vai conseguir fazer nada. — suspirou ele baixinho, se mantendo inquieto em seus pensamentos enquanto Hanna estava com o rosto apoiado em seu corpo. Ele podia sentir sua respiração, e Hanna sentia seu rosto colado a algo quente e agradável.

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