Cap.63: pensamentos presos nela.
Ele mantinha as mãos nos bolsos, sem sentir nojo ou repulsa, mas sem se sentir no direito de tocá-la, mesmo sendo sua esposa.
— Já está pronto, pode levá-la — Oliver entrou no laboratório, avisando Morgan que ainda hesitava sobre o que fazer.
Oliver e Gantz se encararam confusos, com indagação no olhar.
— Tudo bem, eu vou levá-la — avisou Morgan.
— Tem certeza? Eu posso levá-la se estiver se sentindo desconfortável — Oliver ofereceu.
— Não, Hanna é minha responsabilidade — Morgan avisou, pegando-a em seus braços. Ele pensou que ela despertaria, mas ela estava em um pico de exaustão. Seguiu pelo corredor vazio da universidade e entrou no corredor dos dormitórios. Ele havia pedido um quarto vazio e não foi difícil conseguir, já que Morgan era tão influente e conhecido.
Entrou no quarto simples, com uma cama de solteiro e um beliche, e colocou Hanna na cama. Ela se aninhou, apreciando a maciez do colchão, enquanto Morgan sorria ao perceber isso.
Ainda assim, a curiosidade o consumia ao ver o chapéu cair sobre a cama. Ele se ajoelhou aos pés da cama e encarou o rosto de Hanna. Todas aquelas marcas feitas por maquiagem estavam impecáveis, a ponto de enganá-lo. Realmente, Hanna era boa no que fazia.
— Por que esse rosto... Esse cabelo, nada disso me é estranho... — ele balbuciou, parando de falar de repente ao estender o dedo instintivamente, na curiosidade de ver como estava o rosto de Hanna realmente. Mas se ele tirasse as ataduras, era óbvio que maquiagem sairia junto, ele se sentiu tentado a ver seu rosto, mas alguém bateu sutilmente á sua porta, então ele se levantou e se recompôs saindo do quarto encontrando Oliver e Gantz.
— Esta na hora de ir para casa — avisou Oliver. — Homens não podem ficar nessa ala, o responsável já estava vindo para te buscar.
— Sim... — suspirou Morgan ajeitando a lapela do blazer, seguindo em frente e deixando os dois homens para trás.
— Está de mau humor de novo? Não vai chegar em casa e se afundar na bebida, não é? — perguntou Oliver apreensivo.
— Não se meta nisso — resmungou ele emburrado.
— Você vai acabar se matando, sei que você só bebe nesse período, mas o que vai fazer? Se desenvolver problemas alcoólicos e não conseguir parar? Vai se afundar nisso? — perguntou Oliver apreensivo.
— Onde está Danica? — perguntou ele mudando de assunto. Oliver suspirou com incômodo, já que Morgan evitava a qualquer custo esse assunto.
— Essa menina parece que virou fumaça, ninguém sabe como encontrá-la — resmungou Gantz.
— Como assim? Ela ainda não voltou à mansão? — perguntou apreensivo.
— Nem sinal, e não perguntei à governanta Lory já que ela poderia suspeitar — respondeu Gantz.
— Tudo bem... — suspirou Morgan apreensivo.
Sua mente vinha com várias situações e ele começava a ficar preocupado com Danica. Assim que voltou para casa, ele seguiu para seu quarto e o encontrou da mesma forma que tinha deixado antes.
— O que ela está fazendo? — se perguntou aborrecido. Em seguida, saindo do quarto, ele saiu da mansão e seguiu até o anexo de Hanna, entrando sem aviso prévio. Lory pulou do sofá o encarando assustada.
— Onde está ela? — perguntou ele sem delongas.
— Céus... tenho que avisar a Hanna que ela precisa voltar como Danica — resmungou Lory baixinho, subindo a escada para seu quarto e pegando o celular.
Após sair do anexo, Morgan seguiu para a mansão e foi até o quarto de Danica. Como esperado, estava do mesmo jeito. Ele olhou ao redor buscando alguma pista, em seguida abriu o guarda-roupa. Não tinha nada suspeito, até que ele viu uma caixa de joias. Assim que a abriu, viu a aliança.
— O que você faz com a aliança de Hanna? — perguntou ele sozinho e pensativo. — Será que tem usado isso e cogitado alguma coisa em sua cabeça? — se perguntou fechando a caixa e levando-a junto consigo para o escritório.
Ele se trancou no escritório mais uma vez. Dessa vez, o que pairava em sua mente o deixava ainda mais confuso: seu passado e Danica (Hanna) bagunçando seus sentimentos de uma forma que ele ainda não compreendia.
Ele acabou passando a noite em seu escritório trancado, enquanto Maya mais uma vez seguia para seu quarto na calada da noite, mas para seu azar o encontrando sempre vazio. Ela sabia que ele estava em um período difícil e agora, com o plano de sua mãe, tentaria se aproveitar disso a todo custo.
Pela manhã, Hanna acordou e quando abriu os olhos, em sua frente tinha uma figura que quase a fez gritar até ela perceber que era Misaluna com suas roupas estranhas, chapéu peculiar e óculos escuros.
— Você... — resmungou Misaluna de mau-humor. — Meu pai me diz que sem essas coisas eu sou a mulher mais linda que ele já viu, diferente de você. Eu quase tive um infarto quando entrei, me perguntando quem era a mulher na cama, o que tinha acontecido com você, até ver que estava maquiada. Você é louca? Está indo tão longe para se esconder de Willian? — Misaluna perguntou ao mesmo tempo que se sentiu frustrada ao perceber que Misaluna chamava ele pelo primeiro nome. — Além disso... tenho algo para te contar que você vai ficar surpresa. Meu pai tomou uma decisão muito séria que está me deixando louca! — resmungou ela se sentando próximo a Hanna, que olhava ao redor sem entender como foi parar ali.
— Onde estou? — perguntou Hanna.
— No dormitório, você não veio para cá? — perguntou Misaluna confusa.
— Não, eu não fiz, mas o que você queria tanto contar? — perguntou Hanna se levantando e analisando seu rosto no espelho minúsculo na parede.
— Meu pai... — ela comprimiu os lábios apreensiva. — Ele arrumou um pretendente para mim, disse que está ficando velho e gostaria que um bom homem cuidasse de mim, já que não sou uma garota típica. Ele encontrou alguém que parece legal, mas não sei... — confessou Misaluna abaixando a cabeça instantaneamente Hanna pensou ser Morgan.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.