Cap.89: Caminho sem volta.
Hanna petrificou-se, seus olhos presos aos de Morgan que esboçava um sorriso sutil.
— O que está fazendo? — ela indagou enquanto a mão dele deslizava por sua pele da sua cintura para baixo, acompanhando sua respiração irregular. O calor em compasso com seu toque ia de contra a frieza que tomava conta de sua mente.
— Você deveria ter me escutado e se afastado quando pedi. — ele murmurou, seus olhos fixos nos dela.
— E deixar acontecer algo entre você e aquela mulher? — Hanna questionou com frieza, suas mãos se erguendo para deter o toque dele.
— Você sabia que ela chegaria aqui? — Morgan indagou, franzindo o cenho.
— Claro que sim! — ela balbuciou, desviando o olhar.
— Deveria ter me deixado... — ele sorriu, desconcertado. — Você não estaria nessa situação agora.
— O que está dizendo? — Hanna sorriu com ceticismo, a frustração crescendo em seu peito.
— Havia algo no vinho... — ele confessou sua voz baixa e hesitante. — Só percebi na segunda taça. Meu corpo está em chamas.
Hanna comprimiu os lábios e desviando o olhar agora com a face vermelha.
— Você também está assim, não está? — ele indagou com um sorriso contido, seus olhos fixos nos de Hanna.
— Você me fez beber aquele vinho! — ela rebateu, a voz carregada de indignação.
— Você já tinha bebido, não precisava de muito para sentir o efeito. Eu bebi metade da segunda garrafa que estava no balcão. — ele explicou, um tom de constrangimento em sua voz.
Hanna então se recordou da mesa e franziu o cenho, pasmada. Eram duas garrafas, e ela só tinha visto uma.
— Não! — ela pronunciou com força e medo. — Eu não quero que você se atreva a tocar em outra mulher só por causa de um vinho.
— Eu não me importo... — ele grunhiu, erguendo-se de forma abrupta.
Hanna, tomada por um turbilhão de emoções, baixou o olhar. Seus olhos percorreram o tórax definido dele, descendo até o abdômen esculpido, desenhando cada linha e curva com precisão. Um calafrio percorreu sua espinha enquanto ela engolia em seco, lutando contra a atração que a consumia.
— Você disse que me amava... Não quero que esteja com outra mulher além de mim. Nenhuma! — ela asseverou, erguendo os olhos com firmeza.
Morgan, tomado por suas palavras, sentou-se na cama. Seu olhar antes fixo em seus olhos, desceu lentamente pelo seu corpo, percorrendo cada curva e detalhe daquela figura desenhada por um tecido fino. A sensualidade da cena era inegável, mas havia também uma tensão intensa no ar. As mãos dele pairavam sobre sua cintura, como se estivessem prestes a tocá-la, mas hesitando no último momento.
— Não quero tocar nenhuma mulher além de você agora. — ele arfou seus dedos deslizando freneticamente pela pele dela por debaixo da camisola. Em segundos encontrando a peça de baixo, com movimentos hábeis ela sentiu ele puxar para baixo.
Hanna fitou-o, seus olhos arregalados em uma mistura de choque e rendição. Seu corpo, como que hipnotizado, parecia atraído por ele como um ímã. Ele deslizou peça íntima dela deixando cair no chão sobre os pés de Hanna, revelando sua vulnerabilidade. Ele se aproximou, erguendo-se à sua frente. Suas testas se tocaram, um contato quente e íntimo. As mãos dele, pairando sobre seus ombros, acariciavam a alça da camisola. Com um movimento suave, ele a afastou e o tecido deslizou pelo corpo dela, juntando-se à peça íntima no chão.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.