Helen terminava de lamber os dedos depois de devorar até a última batata frita. O hambúrguer inusitado com geleia de morango e pepino gelado tinha desaparecido em tempo recorde, deixando apenas o milk-shake como companhia. Ethan, sentado ao lado dela, observava cada gesto com um sorriso encantado e os olhos brilhando de amor — e de uma admiração silenciosa que fazia seu peito vibrar.
Ela o olhou com um sorriso travesso e os olhos faiscando.
— Amor…
— Hm?
— Eu tô com fome…
Ele soltou uma gargalhada, achando que ela estivesse brincando.
— Ainda???
— Uhum.
— Ok… — Ethan se inclinou, fingindo pensar. — O que a minha princesa quer agora? Pão com Nutella e sardinha? Manga com ketchup? Sorvete de mostarda?
Helen aproximou-se mais. Bem mais. Os lábios quase roçavam o pescoço dele quando ela sussurrou com um sorriso ardiloso:
— Eu quero… você.
Ethan paralisou por um segundo. O ar pareceu se esvair dos pulmões. O olhar dele mergulhou no dela, e naquele instante, nenhuma palavra no mundo seria capaz de traduzir a eletricidade que se acendeu entre eles.
— Você tem certeza? — ele perguntou, num sussurro grave.
— Tenho fome. E só você pode saciar. — disse ela, subindo lentamente no colo dele com um movimento felino, lascivo e completamente decidido.
Ela estava quente, pulsando, viva. As pernas se encaixaram de cada lado de sua cintura, o corpo pressionado contra o dele, e o beijo veio como um trovão: faminto, molhado, profundo. Ethan correspondeu na mesma intensidade, segurando sua cintura com firmeza, como se o mundo fosse acabar se ele soltasse.
Helen movimentava o quadril de leve, provocando-o com precisão, e a respiração de Ethan se tornou mais pesada.
— Você me deixa maluco — ele sussurrou, entre beijos. — Uma hora tá rindo, outra tá me comendo com os olhos…
— E agora quero te devorar com a boca.
Ela puxou a camiseta dele com pressa, beijando seu pescoço, os ombros, enquanto suas unhas arranhavam de leve as costas dele.
— Sobe a minha… — murmurou ela. — Devagar.
Ethan obedeceu. Levantou a camisola com adoração, como se abrisse o presente mais valioso de sua vida. A barriga dela apareceu primeiro, redonda, linda. Ele a beijou com reverência, depois subiu, revelando os seios intumescidos e sensíveis.
— Você é perfeita — disse ele, com a voz embargada de desejo.
O suor colava os corpos, os gemidos preenchiam o quarto, os lençóis se bagunçavam sob eles. A barriga dela era acariciada com uma das mãos dele a cada movimento. Como se mesmo no auge do prazer, Ethan não conseguisse esquecer que David estava ali, sendo parte de tudo.
O orgasmo veio forte, intenso, profundo — para os dois. Ela mordeu o ombro dele, tremendo inteira. Ele gemeu seu nome como uma oração, como um grito, como um suspiro.
Ficaram assim, ofegantes, suados, unidos. O mundo parou.
Ethan caiu ao lado dela, puxando-a para si com cuidado. Beijou sua testa, depois o ombro, depois a barriga novamente.
— Acho que seu pai acabou de te balançar bastante aí dentro, campeão — murmurou, ainda ofegante.
— E sua mãe tá oficialmente saciada. — Helen riu, aconchegando-se em seu peito.
— Então amanhã… eu te trago hambúrguer. E você me pede em troca outra dose de amor.
— Feito.
Eles sorriram, entrelaçados, corpos ainda quentes, corações batendo em sintonia. Lá fora, a cidade dormia. Mas ali… ali havia vida. Amor. Fome. Fome um do outro.
E não havia mais nada no mundo que eles precisassem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Divorcio Meu Marido Se Arrependeu