O sol da manhã invadia a cobertura com preguiça, derramando luz dourada sobre o tapete da sala e aquecendo a cozinha de mármore branco com delicadeza. O aroma de café fresco se espalhava pelo ambiente, misturado ao cheiro de pão na chapa e alguma coisa doce que Zoe provavelmente havia deixado descongelando para mais tarde.
Helen acordou primeiro. Estava descalça, usando uma camiseta de Ethan que lhe caía até o meio das coxas, e uma calcinha confortável que ele adorava — porque era simples, mas revelava o necessário quando ela se movia.
Com os cabelos soltos e bagunçados, caminhou até a sala e pegou o celular para checar as mensagens.
46 notificações de Zoe.
— Céus… — murmurou, bocejando.
Abriu o primeiro áudio:
— “HELEN, VOCÊS ESTÃO VIRANDO MEME! O VÍDEO DO ETHAN CHORANDO COM OS CONFETES AZUIS JÁ TÁ EM UM PERFIL DE EMOÇÕES FAMILIARES! TEM GENTE DIZENDO QUE ELE É O PAPAI MAIS SEXY DO ANO!”
Helen arregalou os olhos e clicou no link enviado por Zoe. O vídeo do chá revelação havia sido editado com uma trilha sonora instrumental e legendas que diziam: “Quando o pai vê que vai ter um menino e desmorona de emoção.”
— Isso vai destruir o ego dele — disse, sorrindo com um misto de deboche e ternura. — Ou alimentar ainda mais…
Ouviu passos atrás de si e virou-se devagar. Ethan entrou na cozinha ainda com cara de sono, o cabelo bagunçado, sem camisa e com a calça de pijama pendendo perigosamente no quadril.
— Bom dia… — disse ele, coçando os olhos. — Tem café?
Helen não respondeu de imediato. Apenas o observou. O peito nu, os músculos relaxados, a barba por fazer, o olhar sonolento… Era demais para o coração — e para os hormônios de uma grávida com desejos imprevisíveis.
Ela deu dois passos até ele, esticando o celular.
— Olha isso.
Ethan viu o vídeo. Ficou em silêncio por três segundos. Depois:
— Eu pareço um idiota chorando.
— Um idiota sexy. — ela respondeu, mordendo o lábio.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Sexy, é?
Helen pegou a caneca de café e deu um gole. Com a outra mão, segurou a cintura dele e disse com voz baixa:
— Totalmente. Um idiota sexy, emocional… e meu.
Ethan sorriu, puxando-a pela cintura.
— Tá querendo me atacar antes mesmo de eu comer alguma coisa?
— Quero te comer antes mesmo de você pensar em comer qualquer coisa.
— Isso é um desejo de grávida?
— Isso é fome. Fome carnal.
Ethan deu dois passos para trás, sorrindo com malícia.
— Essa grávida tá cheia de apetite carnal ultimamente…
— Culpa sua. Você não pode andar pela casa sem camisa e com esse pijama pendendo perigosamente para baixo. Isso aqui é um convite indecente.
Ela o empurrou contra a bancada e o beijou com vontade, sem nenhuma cerimônia. A colher caiu no chão, o café quase derramou, mas nenhum dos dois ligava. Ethan agarrou sua cintura com força e gemeu baixinho ao sentir as unhas dela descerem pelas costas dele.
— Sabe o que eu quero? — Helen sussurrou entre beijos. — Quero transar aqui. Agora. Na cozinha. Sobre a bancada. Com gosto de café e sacanagem.
— Não vai dar tempo de tirar sua calcinha — respondeu Ethan, já deslizando a mão por baixo da camiseta dela.
— Então rasga.
— Você tá me provocando, Helen.
— E você tá resistindo?
Ele pegou a mulher no colo com a mesma facilidade de quem carregava um travesseiro, sentou-a sobre a bancada e se posicionou entre as pernas dela.
— Você é a coisa mais deliciosa que essa cozinha já viu. Melhor que café. Melhor que qualquer receita da Maria.
— E ainda vem com recheio — disse ela, apontando para a própria barriga. — Combo completo.
Ele mordeu o lábio inferior dela e murmurou:
— Delícia em dobro.
Ethan puxou o elástico da calcinha com os dentes, a camiseta subiu até os seios e ele os envolveu com as mãos, sem qualquer cerimônia.
— Eu devia ser preso — murmurou ele. — Isso é indecente.
— Ah, amor… sua bunda é bonita. Maria vai superar.
Helen pegou um pano de prato e jogou em cima dele.
— Cobre essa coisa. Maria está traumatizada.
— Ela vai lembrar disso até o fim da vida.
— EU também.
— Me ajuda a descer da bancada.
— Só se prometer que vamos repetir isso outro dia. Com a porta trancada.
— Com a casa inteira trancada e aviso de “sessão proibida para visitas”.
Helen escondia o rosto contra o peito dele, morrendo de vergonha e rindo ao mesmo tempo.
— A gente vai ter que se mudar, Ethan. Eu nunca mais vou olhar na cara dela.
— Eu vou dar um bônus pra ela ficar calada para sempre.
Maria saiu tropeçando, batendo a porta da cozinha.
O silêncio que se seguiu foi interrompido apenas pelo riso descontrolado de Helen.
— Isso foi horrível! — ela disse, ainda rindo, as lágrimas escorrendo.
— Isso foi… memorável.
— Minha nossa… E agora?
— Agora a gente termina o que começou. Mas com a porta trancada da próxima vez.
Ela o puxou para mais um beijo e murmurou:
— Te amo, idiota sexy.
— E eu sou completamente obcecado por você, mulher faminta.
Eles riram juntos, ainda completamente expostos, mas agora em total colapso emocional.

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