O jardim da pequena capela foi transformado em um cenário que parecia ter saído de um conto de fadas. Mesas redondas, cobertas por toalhas brancas e arranjos florais azuis e brancos, estavam distribuídas sob as árvores, onde o som de risadas se misturava ao canto dos pássaros e ao cheiro de café fresco e bolo recém-assado.
No centro de tudo, claro, estava David, no colo de um, depois de outro, depois de mais outro… sendo disputado como o bebê mais cobiçado do planeta. E não era pra menos. A cada bocejo, a cada sorriso banguela, era como se todo mundo ali simplesmente esquecesse qualquer problema da vida.
— Ok! Alguém precisa ser preso por excesso de fofura! — gritou Zoe, segurando David no colo e tirando selfies com ele. — Eu juro… se eu não fizer um desse até ano que vem, vou sequestrar esse aqui.
— Nem tenta, Zoe! — Ethan apareceu por trás, cruzando os braços, sorrindo. — Esse aí já tem segurança privada, rastreador e… — apontou pro próprio peito — …um pai armado de amor e ciúmes até os dentes.
Zoe gargalhou.
— Relaxa, papai leão. Eu só quero fotos… por enquanto.
Do outro lado, Liam montava um “posto de hambúrguer improvisado” junto com James, que, obviamente, estava muito mais focado em não sujar o blazer do que em realmente ajudar.
— Cara… eu não acredito que a gente tá fazendo hambúrguer num evento de batizado. — comentou James, segurando um pão na mão, olhando desconfiado. — Cadê os canapés chiques?
— James, é a vida real, não um editorial da Vogue. — respondeu Liam, ajeitando os hambúrgueres na grelha portátil. — E, cá entre nós, hambúrguer é mais gostoso que canapé.
— Depende. O canapé não te faz suar igual um condenado na frente de uma churrasqueira. — retrucou, ajeitando a gravata.
Tânia surgiu do nada, rindo, pegando uma bandeja.
— Vocês estão lindos, mas vocês sabem que são dois desastres gourmetizados, né?
— Desastre gourmetizado. Amei. — Zoe jogou, passando, e roubando um petisco. — Vou usar na próxima legenda do I*******m.
Richard e Donald estavam sentados sob uma árvore, rindo, assistindo aquela confusão.
— Eu olho pra isso… — começou Donald, enxugando uma lágrima que nem sabia se era de riso ou de emoção — e penso: se a vida tivesse um botão de pausa, eu apertava agora.
— Eu também. — respondeu Richard, cruzando os braços. — Eles cresceram, construíram as próprias famílias… e ainda estão aqui, juntos, bagunçando igual crianças. É lindo de ver.
Melissa se aproximou segurando uma bandeja de docinhos e olhou para o pai e depois para Richard sorriu e disse:
— Vocês dois tão parecendo aquelas velhinhas fofoqueiras da praça. Tão fofos que dá vontade de tirar uma foto.
— Tira, filha. Porque isso aqui… isso aqui é o auge da vida. — respondeu Donald, sorrindo largo.
No meio da bagunça, Helen apareceu com David no colo, agora acordado, balançando as perninhas, com os olhos arregalados como se dissesse: “Uau, isso aqui tá mais animado que meu chá de fraldas.”
Ethan estava ao lado dela, com uma garrafa de suco numa mão e um pratinho de bolo na outra, absolutamente realizado.
E lá estava ele, dedilhando, enquanto todos começaram a cantar juntos. Músicas de infância, músicas de amor, e até umas inventadas na hora, com direito a Zoe rimando coisas como:
— “Esse bebê é o mais fofo do mundo,
Com esses olhos azuis que deixam todo mundo moribundo!”
— Zoe… — Ethan rolava os olhos, rindo. — Você não tem nenhum senso de rima. Zero. Z-E-R-O.
— Mas eu tenho senso de humor, querido. E isso vale mais que qualquer rima. — piscou.
Quando a tarde começou a cair, o céu se tingindo de laranja, todos se reuniram novamente sob a grande árvore no centro do jardim. David, agora no colo de Ethan, olhava tudo com aquele olhar curioso, como quem já entendia que fazia parte de algo muito maior:
— Uma família. Uma história. Um milagre.
E, naquele instante, todos entenderam.
Que o amor, quando é verdadeiro… não precisa ser perfeito. Só precisa ser real.
E ali… ele era.

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