Aeroporto Internacional da Capital, corredor de desembarque internacional.
Caio Mendes mal havia saído da porta do avião quando Renan já o esperava na ponte de embarque, com uma expressão raramente solene.
— Chefe. — Renan se aproximou para pegar a pasta em sua mão, baixando a voz. — Aconteceu alguma coisa... em Xangai.
Os passos de Caio não pararam. Seu rosto não mostrava emoção, mas seu olhar ficou instantaneamente afiado: — Seja claro.
— Ligação de emergência de casa. — A voz de Renan baixou ainda mais, quase inaudível para qualquer outra pessoa. — O avô ordenou pessoalmente que você voltasse imediatamente. A situação... não está muito boa.
Os passos de Caio pararam bruscamente.
Ele virou a cabeça e olhou para Renan. Anos de entendimento tácito permitiram que ele lesse as palavras não ditas no rosto do assistente — não era um assunto familiar comum, mas uma situação de emergência que exigia que ele resolvesse pessoalmente e sem demora.
Os avisos do aeroporto soavam acima, e as informações dos voos rolavam nas telas. Havia passageiros agitados ao redor, funcionários empurrando carrinhos de bagagem, tudo seguindo seu ritmo normal.
Apenas o mundo de Caio, naquele momento, se contraiu repentinamente.
Ele ergueu os olhos e olhou para fora da janela do aeroporto — o Hospital Metropolitano estava em algum lugar desta cidade. Tereza Viana deveria estar lá neste momento, ao lado da cama de seu avô.
Ele poderia ter ido direto para lá e vê-la. Havia coisas que ele precisava esclarecer pessoalmente.
Mas agora...
— Prepare o jato particular. — A voz de Caio era assustadoramente calma, cada palavra cortante. — Volte para Xangai imediatamente.
Renan ficou atônito: — Agora? Mas e a Tereza...
— Volte para Xangai primeiro. — Caio o interrompeu, já virando e caminhando em direção à sala de espera dos jatos particulares. — Assuntos de família não podem esperar.
Seus passos eram rápidos, e a barra do casaco preto desenhava um arco no ar atrás dele. Alguns passageiros do mesmo voo pareceram reconhecê-lo e quiseram se aproximar para cumprimentar, mas recuaram devido à pressão que ele exalava.
Renan o seguiu apressadamente, enquanto pegava o celular e começava a discar: — Sim, vou providenciar imediatamente. No mínimo... pode decolar em meia hora.
— Vinte minutos. — Caio não olhou para trás. — Diga para prepararem na maior velocidade possível. Que todas as solicitações de rota sejam agilizadas.
— Entendido.
Os dois passaram pelo corredor VIP, e os funcionários, já notificados, esperavam lá e rapidamente processaram os procedimentos de transferência. Todo o processo foi eficiente e silencioso, apenas o som de teclas e ordens sussurradas passavam pelo ar.
Ao entrarem na sala de espera particular, Caio parou diante das janelas panorâmicas.
Lá fora, um Gulfstream G650 estava sendo empurrado lentamente do hangar por um rebocador. O brilho do pôr do sol incidia sobre a fuselagem prateada, refletindo luz dura e fria.
Renan se aproximou após desligar o telefone, sua voz ainda baixa: — Já está resolvido. Sobre a família... precisa que eu descubra a situação específica primeiro?

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