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Babá do Herdeiro: Paixão com o Bilionário romance Capítulo 24

Capítulo 24: A Briga que Virou Fogo

Laura

Eu caí na cama dele com o impacto me tirando o ar por um segundo, o colchão macio amortecendo a queda mas não a raiva que borbulhava dentro de mim.

Meu coração batia forte, uma mistura de fúria e algo mais perigoso, o desejo que sempre surgia quando ele me olhava daquele jeito.

Ele estava de pé ao lado da cama, braços cruzados, olhos cinza escuros queimando como carvão em brasa. A tranca da porta ainda ecoava no quarto amplo, iluminado só pela luz fraca do abajur, criando sombras que pareciam dançar nas paredes como nossos próprios demônios.

— Você está louco? — gritei, me apoiando nos cotovelos para me sentar.

Meu corpo tremia, não de medo, mas de adrenalina. Eu não era mais a garota que fugiu do Brasil aos 19 anos, carregando a mãe doente e a irmã nas costas. Eu era uma mulher de 26 anos que lutava todos os dias para não ser esmagada pelas dívidas, pela ilegalidade, pela vida.

E agora, esse homem, esse homem que eu amava, me tratava como se eu fosse uma propriedade que ele podia arrastar e trancar no quarto dele?

— Abre essa porta agora! Eu não sou sua prisioneira!

Ele não se moveu. Só me encarou, a respiração pesada, o maxilar travado como se estivesse se segurando para não explodir.

— Você vai ficar bem quietinha aí e me ouvir!

As palavras dele saíram como uma ordem, baixa e grave, carregadas de autoridade. Eu ri, mas foi uma risada amarga, sem humor.

— Ouvir? Ouvir o quê? Que eu sou sua “funcionária”? Que meu trabalho é só cuidar do Enzo e sumir quando você decide? Foi isso que você quis dizer lá embaixo, na frente do seu amigo? Porque se é, então me demite agora. Me manda embora. Mas para de me tratar como se eu fosse uma coisa que você pode controlar!

Eu me levantei da cama rápido, tentando passar por ele para a porta. Minha mão foi para a tranca, mas ele foi mais rápido. Agarrou meu braço, não forte o suficiente para machucar, mas firme o suficiente para me virar de frente para ele.

O corpo dele colado no meu, o calor irradiando através da camisa, o cheiro dele, colônia amadeirada misturada com o suor do dia me deixando tonta por um segundo. Eu empurrei o peito dele, sentindo os músculos duros sob as palmas.

— Me solta, Rafael! Eu não vou ficar aqui ouvindo você me mandar calar a boca como se eu fosse uma criança!

Ele não soltou. Em vez disso, apertou mais, me prensando contra a porta trancada. Os olhos dele estavam a centímetros dos meus, escuros, cheios de uma mistura de raiva e desejo que eu conhecia bem.

— Você acha que é fácil para mim? — ele rebateu, voz rouca, quase um rosnado. — Eu passo o dia inteiro pensando em você. No seu sorriso, no jeito como você cuida do Enzo, no gosto da sua boca na minha. Eu te amo, Laura. Te amo tanto que dói. Mas quando eu ligo e você não atende, depois descubro que está com outro, passeando, se divertindo, o ciúme me consome. Ethan é meu melhor amigo, mas vê-lo com você… vê-lo carregando meu filho e vocês dois rindo. INFERNO! — ele gritou. — Aquilo me irritou, me cegou. Eu não quero perder você também!

Eu parei de lutar por um segundo, as palavras dele me acertando fundo. O ciúme dele era real, cru, e parte de mim entendia ele perdeu a esposa no parto, criou Enzo sozinho, enterrou o coração para não sentir mais dor. Mas eu não era Sofia. Eu era Laura Mendes. E por mais que eu entenda seu ciúmes. Eu não merecia ser tratada como posse. Eu sou uma mulher. E ainda sou livre.

— Entende o meu lado! — eu disse, voz alta, empurrando de novo. — Eu saí com Enzo para distraí-lo. Para distrair a mim mesma da dor de ver minha mãe definhando no hospital, das contas que eu pago sozinha porque não quero que você pense que estou com você por dinheiro. E agora você me arrasta para cá como se eu fosse uma criminosa? Me chama de “senhorita Mendes” na frente do seu amigo? Se você me ama, por que ainda esconde isso de todo mundo? Por que me faz sentir como se eu fosse só a babá quando você está bravo?

— Agora você vai me ouvir — disse ele, voz rouca. — Eu te amo. E eu vou provar isso.

Ele beijou meu pescoço, mordendo de leve. A mão livre desceu para a barra da minha blusa, subindo devagar, tocando a pele nua. Eu arfei, arqueando o corpo apesar de mim mesma.

— Para… — murmurei, mas era mentira. Eu não queria que parasse.

Ele tirou minha blusa, depois o sutiã. A boca fechou no meu seio, sugando forte. Eu gemi, as mãos livres agora arranhando as costas dele. Ele desceu mais, abrindo minha calça, tirando tudo. Eu fiquei nua sob ele, tremendo de raiva e desejo.

— Você é minha — murmurou ele contra minha pele. — E eu sou seu.

A mão dele desceu entre minhas pernas, dedos entrando devagar, curvando. Eu gozei rápido, o prazer misturado com a briga me levando ao limite.

Ele me beijou de novo, lento agora.

— Agora… vamos conversar de verdade.

Mas eu soube, olhando nos olhos dele, que a conversa ia ficar para depois.

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