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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 20

Apesar de ser um homem muito ambicioso, Hector jamais comprometeria a vida de outra pessoa, mesmo que a morte daquela pessoa pudesse trazer-lhe vantagens consideráveis.

Desde que encontrou Ava desfalecida na praia, ele tinha consciência de que poderia simplesmente deixá-la ali, afinal, não tinha responsabilidade alguma pelo que lhe aconteceu. No entanto, no momento em que seus olhos se encontraram com os dela, frágeis e suplicantes, ele soube que a responsabilidade de salvá-la recaía sobre ele.

— Leve-a para o hospital. — Hector decide por fim.

Contente pela escolha do amigo, Mark suaviza sua expressão tensa e fica mais aliviado.

— Você fez a escolha certa, amigo — sussurra, dando um leve tapa no ombro de Hector.

Sem querer expressar suas preocupações, Hector decide sair do quarto, mas antes de atravessar a porta, lança mais um olhar para Ava, cuja condição parece piorar a cada segundo.

Quando sai do quarto, ele pede que Doris avise ao motorista para preparar o carro imediatamente. Enquanto Doris se apressa para executar a tarefa, Hector tira o celular do bolso e começa a fazer ligações. Sua influência é vasta, com contatos em diversas áreas essenciais, o que agora se prova ser um recurso inestimável. Deixaria Ava ir para o hospital, mas cuidaria de tudo para que a sua presença ali fosse abafada e sigilosa.

Em questão de minutos, Ava está deitada no banco traseiro do carro, envolta em cobertores, com Charlotte e Doris ao seu lado, oferecendo-lhe conforto e vigilância. O veículo dispara em direção ao hospital.

Enquanto o carro se afasta, Hector permanece na entrada da mansão, parado, com o celular ainda pressionado contra o ouvido. Ele conversa rapidamente, organizando os melhores cuidados médicos para Ava assim que chegarem ao hospital. Sua voz, embora controlada, está nervosa. Tudo que queria era que ela ficasse bem e voltasse para casa.

“Para casa”

Ele morde os lábios, ao perceber o que acabou de pensar. Imaginar que algo poderia dar errado e que não a veria mais o deixa perturbado.

— Certifique-se de que ela receba tudo que precisa — ele diz ao telefone. — E não deixe que ninguém além do médico que irá atendê-la se aproxime.

Desligando o telefone, Hector sente o peso da situação. Ele sabe que o caminho à frente é incerto e que as próximas horas serão cruciais não só para a recuperação de Ava, mas também para mantê-la longe de todo o mundo exterior.

Com um suspiro profundo, ele volta para o interior da casa. Não conseguia acompanhá-la até o hospital.

Ava chega ao hospital, visivelmente fraca e pálida devido à hemorragia. Sua entrada é feita pelas portas do fundo e um elevador a leva até um andar isolado.

Um ginecologista, previamente avisado da situação delicada e da necessidade de sigilo, aproxima-se com um semblante profissional. Ele reconhece Ava de imediato, mesmo assim não altera seu comportamento. Completamente focado em sua tarefa, ele começa imediatamente o tratamento necessário para estancar o sangramento.

— Vamos cuidar de você agora, Ava — afirma ele, enquanto prepara tudo para o procedimento.

Após um exame cuidadoso e a aplicação de tratamentos emergenciais, o médico consegue controlar a hemorragia. Ele se dirige a Ava com uma voz calma e assertiva:

— Você precisa ficar de repouso absoluto. A hemorragia foi causada por um esforço excessivo. É crucial que você evite qualquer atividade física nos próximos dias. Vou pedir que a levem para o quarto e a manteremos aqui em observação.

— Obrigado, Doutor — ela diz, com a voz fraca.

Ainda um pouco atordoada, ela é então transferida para um quarto, garantindo privacidade e um ambiente tranquilo para sua recuperação. Quando entra, é recebida por Charlotte e Doris, já preparadas para prestar qualquer assistência necessária.

— Que bom que o pior já passou — Charlotte diz, auxiliando-a a se deitar na cama.

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