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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 32

Ao sentir o toque delicado da mão quente de Hector, Ava fica confusa, sentindo o seu coração pulsar forte. Mesmo que o odeie, não pode negar que a sua presença tem um poder sobre ela. Talvez por ele ser bonito e significativamente atraente, seu corpo reaja àquele toque e sua mente crie pensamentos maliciosos. De repente, ao se dar conta do que está pensando, Ava se culpa ao lembrar que tem um noivo que naquele momento deve estar sofrendo por ela.

— Tire suas mãos imundas de mim. — Diz, se afastando do toque. — Acha que vai conseguir me manipular novamente? — ela pergunta, nervosa.

— Essa não é a minha intenção, Ava.

— Então, qual é, Hector?

Ele aperta os lábios, visivelmente tenso, depois desvia o olhar e se dirige até a porta de seu quarto. Com um gesto firme da mão, indica para ela sair.

— Saia daqui agora! — ele ordena com voz firme.

— Por quê? Tem medo de me contar a verdade? — Ava o desafia, não recuando.

Visivelmente irritado com a provocação, ele eleva o tom:

— Você realmente acha que tenho medo de você? — responde com sarcasmo. — Saia agora mesmo e volte para o seu quarto.

Percebendo que conseguiu irritá-lo, Ava decide sair dali, no entanto, quando se aproxima do batente da porta, vira o rosto para ele e murmura:

— Posso não saber quem você é ou o que quer exatamente, mas uma coisa percebo claramente: você é um covarde. Alguém que só consegue alcançar seus objetivos me removendo do caminho, demonstra abertamente o quanto sou uma ameaça. Você tem medo de mim, sim, só que não é homem o bastante para assumir isso.

Após lançar aquelas palavras afiadas, ela sai dali e ouve a porta do quarto se fechar com força atrás de si. Sem dúvida, aquele ataque verbal havia atingido Hector em cheio.

Sentindo-se de bom humor por conseguir desestabilizá-lo, Ava decide caminhar mais um pouco pela casa. Assim que chega na sala, encontra Doris, que a encara novamente com o olhar de reprovação.

— Ava, eu não disse para você ficar no quarto? — ela indaga.

— Coloque uma coisa na sua cabeça, Doris, você não manda em mim — responde, recebendo de volta o olhar surpreso da mulher.

— O Hector não vai gostar nada de saber que você está caminhando pela casa.

— Não me diga! — zomba, sorrindo. — Que tal você ir até lá agora mesmo e falar com ele sobre isso?

O tom de deboche de Ava incomoda Doris, que balança a cabeça em afirmação.

— Sim, eu vou lá agora mesmo — ela fala, caminhando em direção à escada.

Assim que Doris se afasta, Ava comenta com um toque irônico:

— É melhor você levar um calmante, parece que seu chefe ficou nervosinho após ouvir algumas verdades.

Confusa com o comportamento de Ava, Doris segue para o quarto de Hector. Antes mesmo de bater na porta, ela ouve o som de objetos sendo quebrados. Preocupada, abre a porta rapidamente e encontra Hector transtornado, arremessando móveis pelo quarto.

— Hector, o que você está fazendo? — Doris pergunta, aproximando-se cautelosamente.

Ao perceber sua presença, ele lança um olhar feroz em sua direção, fazendo com que Doris recue instintivamente.

— Onde está a Ava, Doris? — sua voz soa aguda e raivosa.

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