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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 123

Stefanos

O sangue escorria pelas minhas mãos.

Pelo chão.

Pelos meus braços.

Pelo corpo dela.

“NÃO VÃO FAZER NADA?!” minha voz rasgou a ala médica como uma granada.

O mundo girava.

A sala parecia pequena. Apática. Só havia uma coisa que eu conseguia ver com clareza: ela. Pálida. Fraca. Sangrando.

Nuria tremia na maca como se o frio viesse de dentro. O lençol já encharcado do sangue azul ... meu sangue favorito no mundo ... jorrava pela coxa como um rio de perda.

“LIMPEM ESSA MALDITA MACA! AGORA!” gritei outra vez, a garganta em brasa, os dentes à beira da transformação.

Três médicos entraram. Um tropeçou. O outro derrubou a bandeja de instrumentos. O terceiro parou ao ver o ferimento.

O sangue azul. Denso. Brilhante. Sagrado.

E todos… congelaram.

“Porra, vão socorrê-la ou vocês vão me forçar a abrir um buraco novo no peito de cada um?” avancei um passo e senti o chão vibrar com minha ira.

Um deles engoliu em seco. A voz falhou.

“A veia… atingiu uma femoral profunda, Alfa. Ela tá sangrando rápido demais… o sangue… ele reage… é mais quente, é mais... vivo… é...é sangue azul.”

“E QUEM VOCÊ ACHA QUE ELA É, CARALHO? UMA CACHORRA DE RUA?” Minha voz ecoou como um trovão. “ELA É A LUNA. ELA É A ESCOLHIDA. E se vocês deixarem ela morrer, eu juro… juro pela Deusa que enterro essa ala médica com os corpos de vocês.”

“Não há tempo pra anestesia,” outro disse, já com as luvas trêmulas. “Precisamos fechar agora, senão ela entra em choque irreversível. É questão de minutos.”

“Então parem de tremer como cordeiros e AJAM COMO LOBOS!”

Me aproximei da maca. Os olhos dela… ainda abertos. Procurando os meus. A boca se movia, mas a voz era quase um sussurro sem força.

“Me… deixa ficar acordada…”

Os lábios dela estavam trêmulos. Os olhos… suplicando.

“Stefanos… fica comigo. Não solta… Eu estou com medo.”

Parei ao lado da maca. Encostei a testa na dela, mesmo com o sangue cobrindo tudo.

“Nem que o inferno venha de joelhos, Ruína. Eu tô aqui. E eu não solto. Nunca.”

Ela tentou sorrir. Um sorriso quebrado. E então…

A pinça tocou o ferimento.

E ela gritou.

Mas foi um grito contido. Sufocado. Um grito que partiu meu coração e jogou os cacos de volta no peito dela.

“Mais compressa! Pressão! Estamos cauterizando!” um deles disse, a voz cortada pelo pânico.

“Fecha! Porra, FECHA ESSA MERDA!” eu rugi, segurando a mão dela com força. “Vocês querem o quê?! Que eu arranque o sangue de vocês e injete nela?!”

A pele dela queimava. O cheiro de carne viva misturado ao sangue ancestral enchia a sala.

O som do ferro aquecido invadiu meus sentidos.

E então ela gritou de novo.

Alto.

Animal.

Rasgado.

As lágrimas escorreram pelos olhos dela. Eu as vi. Caindo. Silenciosas. Cortantes.

“NURIA!” quase urrei o nome, o lobo tentando tomar o controle. As garras surgiram nas minhas mãos. Quase cravei no colarinho do médico.

“Alfa… se mexer mais, não conseguimos fechar! Estamos com sutura temporária, mas a pressão tá caindo!” um deles avisou, com voz entre o terror e a adrenalina.

“Stefanos…” Ela sussurrou meu nome. “Você… tá... assustando eles…” Os dedos dela buscaram o meu rosto. Fracos. Tremendo. “Calma… por mim... por favor…” Mas eu não conseguia.

Não podia ver ela daquele jeito. Fraca. Desprotegida. Quebrada por alguém que ousou tocá-la.

Foi quando a porta se abriu com violência.

“Alfa!” um soldado entrou ofegante. “Capturamos o agressor! Está no subsolo! Contido! Ele confessou que sabia quem ela era!”

Meu mundo escureceu.

“QUAL O NOME DELE?”

“Marven, senhor. Um dos criados. Disse que foi pago. Disse que não teve escolha.”

Minha voz saiu gélida.

“Ele teve uma escolha. E vai morrer por ela.”

Mas meu foco voltou pra ela.

Nuria agora arfava. O rosto molhado de suor. Os olhos semicerrados.

A dor estava vencendo. O corpo dela fraquejava.

“Não solta minha mão…”

123. Porque o inferno... ia começar no subsolo. 1

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