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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 124

Stefanos

O chão vibrava sob meus pés.

As paredes. O teto. O ar.

Tudo parecia estremecer ao meu redor enquanto caminhava pelo corredor do subsolo.

Mas não era o ambiente.

Era eu.

O lobo dentro de mim não rosnava mais.

Ele ruía. Rasgava. Ansiava por sangue.

As luzes piscavam como se a eletricidade temesse se manter acesa diante da minha fúria. Os soldados no caminho abriram espaço, recuando como se meu toque queimasse.

E queimava.

O mundo inteiro parecia saber que o Alfa havia ultrapassado todos os limites da tolerância.

O caos ao redor… silenciava.

Porque quando um lobo como eu entra em modo de caça, até o ar segura o fôlego.

A cela estava à frente.

Pesada. Reforçada. Fria como o metal da morte.

O lobo estava ali. Sentado na maca improvisada, cabeça baixa, os cotovelos apoiados nos joelhos. Parecia calmo.

Parecia.

Até levantar os olhos e me encarar.

E sorrir.

Um sorriso sádico, doente. Como se estivesse orgulhoso.

“Abra,” ordenei, sem olhar para os guardas.

A porta foi destrancada com um estalo metálico. Entrei devagar. Lento. Estudando cada movimento dele como predador diante de uma presa estúpida.

“Então?” comecei, sarcástico, a voz mais baixa que o necessário, e justamente por isso, mais perigosa. “Quem é você?”

O lobo se levantou com calma.

"Alguém que sabe o que a sua Luna é."

Inclinei a cabeça para o lado, observando. “Ah, é? E o que ela é, então?”

Ele sorriu de novo, os olhos escurecendo como lama.

“Algo que você ainda não descobriu. E quando descobrir... já vai ser tarde demais. Assim como eu, outros virão.”

Meu sorriso respondeu ao dele. Letal.

Em um único movimento, atravessei o espaço entre nós e o agarrei pelo pescoço.

Os olhos dele se arregalaram. Pela primeira vez, o medo apareceu.

“Engraçado…” murmurei, levantando-o do chão com uma única mão. “Você não parece mais tão confiante.”

Ele tentou falar, tentou se soltar, mas meu aperto aumentou. O som de sua traqueia ameaçando ceder me deu prazer.

Então o arremessei contra a parede. O impacto ecoou como trovão.

“Mas eu admito,” falei, andando devagar até ele enquanto cuspia sangue. “Você é corajoso. Invadir a casa do Alfa. Tocar na Luna dele…”

Ele ergueu o rosto, a mão ainda na garganta. Mas o olhar sustentava o meu.

“O mundo seria melhor sem ela. Sem essa linhagem maldita.”

Meu sorriso cresceu. Perigoso.

“É, acho que temos opiniões bem diferentes sobre isso.”

“Você está sendo manipulado, Stefanos. É isso que ela faz. É isso que essa linhagem faz. Elas se protegem com lobos poderosos, criam laços… e depois, destroem tudo. A Alcateia Eclipse pode te libertar. Basta você aceitar...”

“Aceitar?” perguntei, mesmo já sabendo a resposta.

“Uma quebra de vínculo. Livre-se dela. E tudo isso acaba.”

Por um segundo, fiquei em silêncio.

Então ri.

“Não. Não quero a quebra de vínculo.” Me aproximei mais. “Mas sabe o que eu quero?”

Ele hesitou.

“Quero quebrar cada osso desse seu corpo de verme traidor.”

A próxima investida foi brutal. Ele tentou se defender, mas eu não deixei espaço para reação. Meu punho atingiu o estômago dele com força, tirando o ar. O segundo golpe foi no maxilar. O terceiro... nem sei onde bateu. Só sei que o sangue começou a jorrar.

Ele gritou.

Começou a suplicar.

Gemidos abafados, olhos dilatados, sangue escorrendo pela boca.

Mas eu não escutava nada.

Nada além do som do grito da Nuria preso na minha mente.

O grito que ela soltou quando o punhal atingiu sua perna.

O som mais cruel que já ouvi.

"Quero nomes," sibilei, segurando o rosto dele pelos cabelos, forçando-o a me encarar. "Localizações. Como você entrou. Como chegou perto da minha mulher."

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