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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 132

Nuria

A porta bateu atrás da estilista e, por alguns segundos, o silêncio foi confortável.

Stefanos não se moveu. Apenas me olhava.

Com aquele olhar.

O tipo de olhar que me fazia esquecer que havia sangue nobre em minhas veias. Que eu era uma descendente da linhagem mais poderosa. Que o mundo lá fora me esperava com olhos famintos.

A única coisa que eu conseguia lembrar… era que eu era dele.

"Você tem ideia," ele começou, com a voz baixa e arrastada, se aproximando devagar, "do quanto foi sexy te ver expulsar aquela mulher da nossa casa?"

Antes que eu pudesse responder, ele me envolveu nos braços, colando nossos corpos.

"Stefanos…" tentei repreendê-lo, mas já era tarde.

Ele encostou os lábios na curva do meu pescoço e sussurrou:

"Se não fosse esse vestido... e essa sua perna ainda curando..." sua mão subiu pela lateral da minha cintura, me fazendo prender a respiração, "eu ia te agradecer pelo seu desempenho de um jeito que ia fazer a estilista ouvir seus gritos lá do jardim."

Minhas pernas fraquejaram.

"Você é impossível," murmurei, completamente derretida.

"Não," ele disse, se afastando só o suficiente pra olhar nos meus olhos. "Eu só estou… perdidamente apaixonado por você."

Senti o coração tropeçar dentro do peito.

"Essa noite," ele continuou, sério, "todos vão saber quem é a Luna do Alfa Cruel. E se eles achavam que eu era ruim antes… não têm ideia do quanto fiquei pior desde que tenho uma loba como você ao meu lado."

"Lobo mau, é?" tentei brincar, mesmo com o peito apertado pela emoção.

"Protetor," ele corrigiu, com um sorriso que misturava ternura e ameaça. "E o meu lado protetor agora... é letal."

"Se a Deusa permitir," falei, tentando manter a voz firme, "essa noite será leve. E talvez até nostálgica."

Ele riu.

"Não se iluda, Ruína. Nostalgia exige paz… e hoje à noite, o que menos teremos é paz."

"Me deixe ser positiva." ele riu, dando um beijo em minha bochecha e me soltou, por um segundo.

"Não quero estragar sua noite, mas esteja preparada. O embate com a estilista, foi o mais fácil de ser resolvido."

Ele estendeu o braço e eu o aceitei, me apoiando nele.

"Claro que foi..." sorri e começamos a caminhar.

Descemos os degraus com calma, até que a porta principal se abriu. E lá estava ele.

O carro mais exagerado, luxuoso e provocante que eu já tinha visto. Um modelo exclusivo, preto azulado, com detalhes cromados e símbolo personalizado da Boreal no capô.

"Você comprou um carro novo?" ergui a sobrancelha, mal acreditando.

"Exclusivo." Ele sorriu com orgulho. "Apenas cinco no mundo. E agora, um deles é seu."

"Você é um exibido."

"É um traço da minha personalidade, Luna." Ele abriu a porta para mim, me ajudando a entrar. "E se for pra exibir alguma coisa, que seja você ao meu lado."

O carro ronronou ao ligar. Enquanto ele dirigia, cruzando os quilômetros que nos separavam da mansão do Supremo, o silêncio entre nós foi preenchido apenas por toques, sorrisos e palavras baixas.

Falamos sobre tudo. E sobre nada. Sobre o futuro. Sobre o medo. Sobre como seria aquele baile… e o que viria depois.

Horas depois, quando o carro estacionou próximo à entrada, o cenário era outro.

Uma orla de fotógrafos cercava o tapete de mármore branco.

Luzes piscavam.

Cliques disparavam.

Stefanos saiu primeiro, ajeitando o terno preto com detalhes discretos em azul escuro. Seu cabelo arrumado com naturalidade, os olhos escuros e mortais como sempre.

Ele contornou o carro, abriu a porta para mim e estendeu a mão.

132. O baile 1

132. O baile 2

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