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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 133

Stefanos

O silêncio que caiu sobre o salão era denso, como a calmaria antes do abate.

Solon me encarava.

O olhar era o mesmo: arrogante, traiçoeiro. Mas algo em sua postura… hesitou. Ele não deu um passo à frente. Não rosnou. Não sorriu como da última vez.

No fim, ele recuou. Um único passo. Quase imperceptível, mas para mim… foi suficiente.

“Não era minha intenção desrespeitar,” ele disse, com aquela voz arrastada de quem treinou cada palavra diante do espelho. “Só queria cumprimentá-la. Dizer um ‘oi’... cordial.”

Cordial. Maldito hipócrita.

Minhas garras queriam atravessar sua garganta, e meu lobo urrava pela oportunidade. Mas me mantive firme. Letal. Silencioso.

O poder verdadeiro não grita. Ele se impõe.

Solon entendeu isso. E recuou.

"Se já deu seu oi, pode dar o fora. Eu e minha Luna não queremos confusão. Se permanecer mais um minuto perto dela, eu não respondo por mim." ele sorriu, se afastando mais um passo, mas se inclinou lentamente para o lado e acenou para ela, fazendo meu lobo rosnar.

Quando se afastou, senti os dedos de Nuria entrelaçarem-se aos meus. Um gesto simples. Mas que… por um instante, apaziguou tudo. Minha respiração. Meu sangue fervente. Minha sede por destruição.

Ela era minha âncora.

Mas nem por isso a tempestade passou.

"Ele já se foi." ela sussurrou se aproximando de meu ombro, e o beijando.

Ergui os olhos e o vi.

O Alfa Supremo.

Encostado numa das colunas douradas, com uma taça de vinho nas mãos e um sorriso que dizia tudo e nada.

Ele tinha visto. Cada detalhe.

A aproximação de Solon.

Minha reação.

O toque de Nuria.

Era isso que ele queria desde o início.

Esse baile, essa noite, esse cenário… tudo não passava de um teste. Uma encenação. Ele não queria apenas celebrar nossa união.

Ele queria saber até onde eu iria por ela.

Até onde o Alfa Cruel estava disposto a proteger sua companheira.

“Filho da puta...” murmurei baixo, para mim mesmo.

"Quem?" ela questionou passando a minha frente, e colocando as mãos em meu rosto e as cobri com a minha.

"O supremo. Ele está jogando conosco." ela o olhou de relance e depois voltou a me olhar.

"Estávamos preparados para isso, não estávamos?" bufei, sentindo meu autocontrole voltar.

“Na teoria, sim,” murmurei, beijando sua palma. “Na prática, eu quero arrancar a garganta dele.”

Ela sorriu de lado.

“Precisamos de ar...” Nuria apertou minha mão. “Vamos sair um pouco daqui?”

Assenti. Eu precisava. Antes que fizesse uma loucura com consequências políticas irreversíveis.

Guiamos nossos passos para longe do salão principal. Os corredores eram extensos, com paredes decoradas por tapeçarias e quadros antigos de lendas das Alcateias.

133. Gosto de sangue 1

133. Gosto de sangue 2

133. Gosto de sangue 3

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