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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 137

Nuria

"Eu não preciso convencer vocês." Verônica cruzou as pernas com elegância, o tom calmo como se estivesse comentando sobre o clima. "Só preciso mostrar os fatos. O resto… se encarrega sozinho."

Stefanos continuava de pé, braços cruzados, o olhar cravado nela como se fosse capaz de despedaçá-la só com a força da vontade.

"Isso é exatamente o que qualquer mentiroso bem treinado diria antes de envenenar uma sala inteira," ele retrucou, frio como gelo.

Verônica soltou uma risada baixa, leve, insolente, afiada.

"Ah, Alfa Varkas… a beleza das suas ameaças está sempre no detalhe. Quase poética." Ela suspirou, passando os olhos pelas próprias unhas com a tranquilidade de quem não tinha dois predadores prontos para atacar. "Mas sinto te decepcionar: não vim até aqui implorar por confiança. Eu não preciso ser aceita. Só preciso de um aliado. E acredite… você está longe de ser minha única opção."

"Não mesmo?" Stefanos arqueou uma sobrancelha, avançando dois passos, o olhar afiado como lâmina. "Engraçado… porque até onde vejo, você está sob o teto da minha casa, pedindo proteção, usando o nome do meu império como argumento. Parece mais uma tentativa de convencimento disfarçada de discurso libertário."

Verônica sustentou o olhar dele e sorriu. Um sorriso cheio de audácia.

"Ou talvez eu esteja apenas expondo a verdade. Crua. Nua. E inevitável." Ela olhou brevemente para mim, e voltou a encará-lo. "Se isso ainda não for suficiente... talvez um pouco de tempo com a minha prima ajude a clarear as coisas."

Meu coração deu um pequeno salto com o jeito natural que ela disse isso. "Minha prima". Como se fôssemos amigas de infância.

Stefanos bufou, sarcástico.

"Claro. Vamos deixá-las tomar chá de maçã com canela na varanda, trocar segredos de família enquanto a porra do Supremo nos cerca com lobos armados. Parece seguro."

"Stefanos," interrompi, tocando seu braço, tentando acalmar o lobo que crescia em seus olhos. "Eu sei me defender. E sei reconhecer uma oportunidade."

Ele se virou, me encarando. "Não é sobre você não saber lutar, Nuria. É sobre eu não aceitar te ver sangrar por mais uma jogada que não é nossa. Eu acabei de quase te perder. Eu..." ele respirou fundo, segurando as palavras no limite.

Acariciei o rosto dele com os dedos. "Eu estou aqui. E confio em mim o suficiente pra saber até onde posso ir. Se for armadilha, vamos descobrir. Mas... se for verdade, podemos virar o jogo."

Ele fechou os olhos por um instante, antes de ceder com um leve aceno. Ainda tenso. Ainda pronto para matar se necessário.

Me virei para Verônica.

"Quando descobriu que éramos primas?" perguntei, com calma.

Ela não hesitou. "Eu tinha treze anos. Meu pai discutia com o Conselho, e ouvi quando ele disse que 'os Castiel sobreviventes estavam se multiplicando como praga'. Depois disso, comecei a juntar as peças. E, bom… algumas cartas escondidas no escritório dele me ajudaram a preencher as lacunas. Inclusive uma com o nome da sua mãe."

"Você sabe o que eu sou, então," disse, a voz firme. "Antes mesmo de vir até aqui."

"Claro que sim. Eu conhecia seu nome. Seu sangue. Sua história. Você é o erro que o Supremo nunca conseguiu apagar da linhagem."

Stefanos rosnou ao fundo, mas me mantive firme.

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