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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 141

Nuria

Verônica e Mark haviam partido. A casa estava em silêncio, mas o ar ainda pulsava com a memória das decisões tomadas. Sentia meus ombros relaxarem pela primeira vez desde o amanhecer, e foi nesse instante que Stefanos se aproximou por trás de mim, a boca encostando suavemente na curva do meu pescoço.

"Acho que merecemos um momento só nosso, não acha?" ele murmurou, a voz baixa e carregada daquele tom que sempre fazia meu corpo inteiro reagir.

"Depende do que você quer dizer com 'nosso'," falei, girando o rosto pra ele. "Tem algo em mente ou estamos falando de fetiches lupinos?"

Os olhos dele brilharam, perigosamente divertidos.

"Fetiches? Agora você me deu ideias." Ele roçou os lábios no meu queixo. "Mas pra começar... eu sonhei com você."

"Sonhou?"

"Tocando violino." Ele se afastou apenas o suficiente para me olhar nos olhos. "De lingerie. Só pra mim."

Caí na gargalhada.

"Você é um lobo muito safado."

"Cruelmente safado," ele corrigiu, com um sorriso torto.

"Cruelmente gostoso," provoquei.

"Cruelmente sedutor," ele rosnou, o olhar queimando.

"Cruelmente magnifico," finalizei, antes que ele me pegasse no colo, rindo como um louco.

"Chega. Vem comigo, minha Ruína."

Ele me jogou nas costas com facilidade, subindo as escadas em velocidade, como se fosse um adolescente apaixonado. Gargalhei, socando suas costas de leve, enquanto ele me levava direto para o quarto.

Com uma suavidade inesperada, me colocou sobre a cama e me observou como se fosse algo sagrado.

"Bruto e suave," murmurei, passando os dedos pelos cabelos enquanto o observava. "Um lobo deliciosamente peculiar."

Ele sorriu de lado, aquele sorriso que misturava charme e perigo, e se aproximou com a intenção clara de me beijar. Mas antes que seus lábios encontrassem os meus, apoiei o pé em seu peito, interrompendo seu avanço. O gesto o surpreendeu por um segundo, mas logo um novo brilho surgiu em seus olhos, faminto, divertido, absolutamente letal.

"Espere," murmurei, mordendo o lábio.

"Espere?" Ele arqueou uma sobrancelha, arrastando os dedos pela minha perna com uma lentidão que fazia o ar parecer mais denso.

"Eu vou buscar o violino."

Ele franziu o cenho, confuso, mas ainda com aquele sorriso malicioso nos lábios.

"Nuria… agora não é hora de ensaio."

"Não é sobre ensaio." Me inclinei levemente, sem tirar o pé dele. "Eu sei que a música te acalma. E depois de tudo que aconteceu hoje, o que você precisa é de paz."

"Você sabe o que me acalma?" Ele deslizou a mão até a tira da minha sandália e começou a desamarrá-la com precisão, sem desviar os olhos dos meus. "Você. Desse jeito. Com essa voz. E esse pé mandando em mim como se fosse dona da porra toda."

"Aparentemente eu sou," respondi, provocando.

Ele terminou de desamarrar a sandália e puxou meu pé com delicadeza, beijando meu tornozelo como se aquilo fosse uma reverência silenciosa.

"Você é. E mesmo assim ainda me impede de te beijar." Ele tirou a outra sandália, jogando-as no chão com descuido. "Isso é crueldade, Luna."

"É autocontrole," sussurrei.

"Ou provocação."

"A diferença é o quanto você aguenta esperar."

Ele riu baixo, rouco, passando as mãos pelas minhas panturrilhas com adoração preguiçosa.

"Você tem noção do que está fazendo comigo?"

"Tenho. E por isso vou buscar o violino."

"Se você não voltar em cinco minutos," ele avisou, rosnando baixinho perto da minha coxa, "eu vou atrás de você. E não respondo pelos meus atos se te encontrar no meio do caminho."

Me afastei rindo, sentindo o fogo aceso nos olhos dele enquanto eu saía do quarto, com a promessa de algo mais forte pairando no ar.

Corri pelo corredor como se minha sanidade dependesse disso. Minha loba se contorcia por dentro, inquieta, impaciente, faminta. Agarrei o estojo do violino com as mãos trêmulas e voltei no mesmo ritmo apressado, o coração acelerado por motivos que iam além da urgência.

Mas assim que alcancei a porta do quarto, parei. Respirei fundo. Tentei me recompor, ajeitei os cabelos, alinhei a postura, como se isso fosse o suficiente para conter o desejo que borbulhava sob minha pele. Eu precisava voltar a assumir o controle… ou ao menos fingir que tinha algum.

Entrei com o estojo em mãos.

E encontrei o caos que era só dele.

Stefanos já estava só de cueca, sentado na beira da cama com as pernas afastadas, o tronco forte à mostra, o corpo relaxado… mas os olhos?

Os olhos me acompanhavam como predadores em silêncio.

Escuros. Famintos. Indecentes.

“Alguma preferência?” perguntei, com um sorriso provocante nos lábios enquanto colocava o violino no ombro e ajustava o arco.

“Qualquer uma em que você respire já é mais do que eu mereço,” ele murmurou, rouco.

“Tem uma música que… sempre me fez pensar em você,” confessei, posicionando o violino.

“Qual?” ele perguntou, com os olhos grudados nos meus.

Eu só sorri.

E deixei o arco deslizar.

Vivaldi – Storm (2Cellos).

A melodia invadiu o quarto como um furacão. Tensa. Densa. Selvagem.

E cada nota parecia se transformar em parte da minha pele.

Eu me movia devagar, os pés descalços no chão de madeira, o corpo acompanhando os acordes com a precisão de quem estava sendo consumida de dentro pra fora.

Toquei para ele. Para o lobo dele. Para o caos que ele era.

E a cada nota, eu via.

Stefanos não piscava.

A respiração dele se tornava mais pesada. O maxilar travado. As mãos fechadas sobre as coxas.

O lobo em alerta.

Parei de tocar só quando o som da respiração dele ofuscou o som das cordas.

Baixei o violino devagar.

Ele se levantou. Lento. Perigoso. Silencioso.

“Cruelmente talentosa,” ele disse, aproximando-se até a ponta do nariz dele tocar o meu. “Cruelmente linda. Cruelmente minha.”

E antes que eu pudesse responder…

Ele me tomou nos braços.

Como se eu fosse fogo e ele… um homem disposto a queimar inteiro.

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