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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 142

Stefanos

Ela surgiu na porta do quarto com o estojo do violino nas mãos, os cabelos soltos como uma tempestade recém-liberta, e um rubor suave nas bochechas que me atingiu mais do que qualquer provocação direta.

Vestia uma daquelas lingeries novas que eu comprei num impulso, sem saber se teria coragem de pedir que ela usasse um dia. Vermelha. Justa. Diabolicamente perfeita contra a pele pálida.

Meus pulmões falharam por um instante.

Ela hesitou. Só um segundo. Mas o suficiente pra me fazer perceber o que estava acontecendo ali:

Não era só o corpo dela que estava exposto.

Era a coragem de se mostrar inteira pra mim, mesmo depois de tudo.

E aquilo… me desarmou.

"Você tem alguma preferência?" ela perguntou, com a voz baixa, mas firme.

Deuses, se ela soubesse...

Qualquer uma que te faça esquecer o mundo... pensei, deixando o olhar percorrer cada curva acentuada pela renda vermelha.

Mas essa cor em você...

Me inclinei para frente, apoiando os antebraços nos joelhos, sentindo o lobo vibrar dentro do meu peito.

Como diabos ele queria que eu ouvisse música, se tudo o que eu conseguia focar era no som da respiração dela?

Ela riu, e aquele som foi quase como um prelúdio. Depois, posicionou o violino com a delicadeza de quem segura uma arma carregada. E, de certo modo, era.

O primeiro arco deslizou sobre as cordas.

Vivaldi. Storm.

Os primeiros acordes me atingiram como um golpe seco no peito.

A música era crua. Intensa. Quase animalesca em certos trechos.

E ela…

Ela se movia como se fosse parte da melodia.

O corpo acompanhava cada nota. O quadril deslizava de leve. Os olhos fechavam, depois me encontravam. Um duelo silencioso.

Eu não sabia se queria que ela parasse… ou que tocasse até a última gota de sanidade escapar de mim.

"Você está me torturando, Ruína," murmurei, a voz rouca de um jeito que até eu estranhei.

Ela havia parado.

O silêncio após a última nota ainda vibrava no ar, mas não havia mais música, só o som da minha respiração.

Pesado. Tenso. Faminto.

Me levantei devagar, como um predador que sabe exatamente o que quer.

"Deveria ter continuado…" murmurei, a voz rouca. "Faz isso por mim, Nuria. Toca mais uma."

Me aproximei, deixando meus dedos deslizarem por sua cintura, subindo pelo tecido da lingerie até alcançar o laço no meio de suas costas.

"Qualquer uma... qualquer música que faça esse quarto esquecer que existe um mundo lá fora."

Me inclinei, encostando os lábios na curva do seu pescoço.

"Mas essa cor em você…" sussurrei, sentindo o lobo vibrar. " Você não sabe o que está fazendo comigo."

Ela me encarou por um segundo. O suficiente pra sussurrar:

"Fazendo você implorar em silêncio."

Rosnei baixo, o som grave reverberando pelo peito.

"Você é mesmo a minha perdição."

Ela voltou a tocar. Com mais intensidade agora. Como se quisesse que eu explodisse.

Abaixei lentamente à frente dela.

Passei as mãos pelas coxas expostas, subindo pela renda da lingerie com a mesma reverência que teria com um símbolo sagrado.

142. Minha Ruína 1

142. Minha Ruína 2

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