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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 143

Rylan

Saí da casa do Alfa com a mente cheia e o corpo cansado.

O plano estava em andamento, os infiltrados sendo rastreados, e a tensão no ar parecia cada vez mais próxima de explodir em guerra.

Mas não era isso que me incomodava.

Não agora.

Porque assim que desci os primeiros degraus da escada da frente, lá estava ela.

Jenna.

Sentada no último degrau, com os braços em volta dos joelhos, encarando o jardim como se ele fosse responder todas as perguntas que ela não ousava fazer.

Ela me viu.

E congelou.

Por um segundo, nossos olhos se encontraram. Um segundo longo demais, denso demais.

Ela desviou o olhar no segundo em que me viu.

Levantou rápido, subiu os degraus como quem foge de um incêndio e passou por mim sem um gesto, sem uma palavra, como se eu fosse só mais um problema a evitar.

Entrou na casa e sumiu.

Desci um degrau.

Depois outro.

"Foda-se. Eu não preciso lidar com isso."

Mas era mentira.

Porque bastou ver o jeito como ela abaixou a cabeça, como os ombros dela pareciam menores, como se estivesse carregando o peso do que aconteceu e algo dentro de mim... explodiu.

Uma irritação surda. Contra ela. Contra mim. Contra o silêncio que virou muro entre nós.

Rosnei baixo, e antes que pudesse pensar melhor, me virei de volta e entrei na casa atrás dela.

"Jenna!" chamei, a voz firme, cortante, com um tom que poucos ousavam ignorar.

Ela não parou.

"Jenna," repeti, um tom mais baixo, mais grave, o suficiente pra fazer um lobo qualquer estremecer.

Mas ela ignorou.

Acelerei o passo.

Cheguei até ela, e com um único movimento, segurei seu braço e a puxei para o corredor lateral da mansão. Aquele onde os criados quase nunca passavam, e onde sombras pareciam mais densas que o normal.

Nos encaramos por alguns segundos.

A tensão entre nós era densa, quase palpável, como se o ar tivesse parado apenas ao nosso redor, mesmo com a vida seguindo ao fundo, com passos, vozes e portas se abrindo pela casa.

Os olhos dela encontraram os meus por um instante que pareceu longo demais.

E então ela ergueu o queixo. Recuperou a pose.

Como se não estivéssemos a milímetros de distância.

Como se sua respiração não tivesse acabado de tropeçar no próprio ritmo.

Como se meu cheiro ainda não estivesse gravado na pele dela.

"Precisa de alguma coisa, Beta?" perguntou, com a voz fria demais para ser verdade.

Do que eu precisava?

Cheguei mais perto.

O cheiro dela invadiu meus sentidos como uma droga poderosa, e meu lobo rosnou baixo dentro de mim.

"Preciso saber..." murmurei, "se você contou a alguém."

Ela piscou. Uma expressão confusa se instalando por um segundo.

"Contar o quê exatamente?"

O veneno estava na pergunta. Na maneira como ela jogou as palavras no ar, fingindo que não fazia ideia do que eu estava falando.

Mas fazia.

E o silêncio entre nós dizia tudo.

Dei mais um passo.

143. Desejo e Frustração 1

143. Desejo e Frustração 2

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