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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 149

Nuria

Descíamos as escadas de mãos dadas, no tipo de silêncio que só existe entre duas pessoas que se conhecem com o toque e não precisam de palavras.

Stefanos entrelaçou os dedos nos meus e os apertou de leve, com aquele meio sorriso preguiçoso que era só dele.

"Você tá estranhamente quieta, Ruína..." murmurou, com os olhos ainda brilhando da noite anterior. "Isso costuma significar perigo iminente."

"Estou com fome," retruquei, erguendo o queixo com falsa nobreza. "E com o ego nas alturas. Me deixa aproveitar antes de voltar a ser humilde."

Ele riu baixinho e balançou a cabeça, me puxando um pouco mais pra perto enquanto seguíamos em direção à cozinha.

Quando dobramos o corredor que dava para a cozinha, o cheiro veio antes da imagem. Um perfume conhecido, mas... estranho ali.

Parei um passo antes da porta.

Jenna.

Entrando pela porta lateral da cozinha, tentando caminhar como se fosse invisível. Mas o cheiro de Rylan estava nela.

Inteiro.

Meus olhos encontraram os dela. E a expressão de culpa escancarada me fez sorrir por dentro.

"Bom dia, loba intrusa," murmurei, cruzando os braços.

Ela congelou no lugar, como uma loba pega no flagra. O rosto dela corou tão rápido que eu tive que morder o lábio pra não rir.

"Eu... é que eu..." ela começou, mas levantei a mão.

"Você não me deve explicação, Jenna." Dei um passo à frente. "Mas vai me contar tudo." sussurrei, sorrindo para ela.

Stefanos riu baixo, me beijou no alto da cabeça e pegou uma maçã da fruteira.

"Encontro vocês na mesa daqui a pouco. Isso aqui," ele mordeu a maçã e piscou, "foi só o aperitivo."

Me virei para Jenna com um sorriso travesso e ergui a sobrancelha como quem já sabia demais.

"Feliz aniversário!!!" exclamei, puxando-a para um abraço apertado, balançando levemente seu corpo de um lado pro outro. Ela até tentou disfarçar a timidez no começo, meio sem saber onde enfiar os braços, mas acabou se rendendo e me abraçou de volta com força.

Quando nos soltamos, olhei bem nos olhos dela e deixei a bomba cair:

"E agora, minha querida... me conte tudo! Como foi o parabéns do Rylan? Porque olha… o cheiro dele está em você desde a varanda!" Cruzei os braços, me encostando no batente da porta com um sorriso cúmplice. "Se eu não ouvir essa história com detalhes, vou surtar!"

Ela arregalou os olhos, corando ainda mais, e depois suspirou fundo.

"Vamos pro meu quarto," disse, puxando minha mão. "Não quero que ninguém escute."

Concordei de imediato. Ela precisava falar. E eu... bom, eu estava sedenta por detalhes.

Assim que chegamos, ela se jogou na cama de bruços e murmurou contra o travesseiro:

"Eu não sei o que pensar."

Me sentei na beirada, acariciando os fios soltos do cabelo dela.

"Me conte o que aconteceu, e quem sabe eu possa te ajudar...."

Ela rolou na cama e olhou pro teto.

149. Pega no flagra 1

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