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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 151

Nuria

O som da sirene cortava o ar como uma sentença.

Agudo. Apressado. Impiedoso.

A ambulância freou diante da mansão como se o próprio tempo estivesse tentando impedir o pior. Mas, mesmo com todo aquele barulho... Jenna não se moveu.

Ficou encolhida contra mim.

Os olhos marejados.

O corpo tremendo.

O rosto escondido no meu ombro como se quisesse desaparecer dentro de mim.

"Eu devia ter ficado..." a voz dela saiu fraca, quase um sopro dilacerado. "Devia ter ficado com ela. Se eu não tivesse saído ontem à noite... se eu não tivesse ido até a casa dele..."

"Ei." Passei a mão devagar por suas costas, tentando acalmar a tempestade que se formava dentro dela. "Você não tem culpa disso, Jenna. Ninguém podia impedir. Existiam mais pessoas na casa e não ouviram. Eu e Stefanos também estavamos aqui e não ouvimos."

"Mas e se eu tivesse ouvido algo? E se eu tivesse visto? Feito alguma coisa?!" a voz dela vacilou, rachada de angústia. "E se ela morrer por minha causa?"

"Não." Apertei-a com mais força, com todo o calor que meu corpo podia oferecer. "Você não pode carregar isso. O que aconteceu com ela foi uma brutalidade calculada. Um ataque frio. Orquestrado. E você estava vivendo… algo que sua loba precisava. Que você merecia."

Mas ela balançava a cabeça, negando tudo, como se a culpa já tivesse se enraizado fundo demais.

Foi quando a porta se abriu.

E a maca apareceu.

Empurrada às pressas pelos paramédicos, como se o próprio chão precisasse abrir passagem.

Teodora estava lá. Frágil. Inerte. Uma máscara de oxigênio cobria seu rosto. O lençol que a cobria mal disfarçava o sangue nas laterais do corpo.

Era um quadro de pesadelo.

Jenna sufocou um soluço. Um som abafado, rasgado, desesperado.

Eu a segurei com mais firmeza, sentindo a dor dela como se fosse minha. E por um instante, não era a Luna quem a abraçava.

Era só uma amiga.

Testemunha do medo mais puro que existe: o de perder alguém que nos criou, que nos protegeu. O medo de, por um segundo de felicidade, pagar o preço do arrependimento.

E eu sabia...

O que ela sentia agora, não ia passar tão cedo.

E então... eles apareceram.

Stefanos e Rylan cruzaram a entrada da mansão com a mesma expressão sombria, rígida, como se carregassem a confirmação de algo que ninguém queria ouvir. Jenna se afastou de mim, limpando os olhos, tentando se mostrar mais forte do que realmente estava.

Stefanos me olhou e veio até mim. Seus olhos passaram por mim, por Jenna... e pararam no vazio.

"Os ataques estão cada vez mais elaborados," ele disse, sem rodeios. "E não sei qual dos inimigos foi. Pode ser qualquer um. Eclipse, Solon, Supremo..."

Rylan se aproximou de Jenna com uma delicadeza que ninguém jamais teria associado ao Beta da Boreal. Não falou nada. Apenas a puxou com cuidado para os braços.

151. Sangue na Casa do Alfa 1

151. Sangue na Casa do Alfa 2

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