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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 162

Rylan

O cheiro dele ainda estava nela.

Mesmo fraco, mesmo superficial… era o suficiente para me deixar no limite.

Minha respiração vinha pesada, e minha visão oscilava entre o vermelho da raiva e o dourado do meu lobo, tentando se libertar. Johan. Aquele moleque maldito havia encostado nela. Encostado. E eu estava a um fio de atravessar aquele corredor, quebrar o protocolo do Stefanos e rasgar o pescoço dele com as minhas presas.

Mas não era isso que Jenna precisava.

Ela tremia.

Tremia mesmo tentando esconder, mesmo mantendo a cabeça erguida. E era exatamente isso que me doía mais. O medo nos olhos dela. O pavor que ela tentava engolir para não me preocupar, como se a dor dela não fosse suficiente para justificar tudo o que eu estava sentindo.

"Jenna…" minha voz saiu rouca, abafada pelo esforço que eu fazia para manter o controle. "Você precisa se acalmar, pequena." Meus braços a envolviam com força, e seu cheiro se misturava ao meu lentamente, trazendo alguma paz para o meu lobo.

Ela virou o rosto devagar. Os olhos ainda brilhavam, os cílios pesados de lágrimas que se recusavam a cair.

"Você também precisa, está fazendo as paredes vibrarem, Rylan…" ela sussurrou, tentando sorrir.

"Ou é isso, ou uma cabeça rolando..." ela riu baixo, e ergueu os olhos para mim.

"Já passou... obrigada por estar aqui." seus braços me apertaram e beijei o topo da sua cabeça, mais vezes do que conseguia contar.

"Foi a primeira vez que ele fez isso?"

O silêncio dela respondeu antes mesmo das palavras.

"Sim... acho que ele percebeu a proximidade entre mim e a Nuria e quis se aproveitar."

Aproveitar, essa maldita palavra estava rondando dentro da minha mente como um punhal.

"Ele não vai mais fazer isso....não depois..."mordi minha língua e ela se afastou.

"Depois do quê?" seus olhos buscavam respostas.

"Nada, esquece. Estou irritado e falando merda. Me desculpe." ela saiu do meu abraço me avaliando por um segundo. Nos encaramos, nossos lobos se medindo e conectando. Ela então suspirou e olhou para a bagunça no chão.

"Ah Johan, seu infeliz, olha tudo que vou ter que limpar."

Jenna se abaixou lentamente para recolher algumas coisas que haviam caído da bandeja. Suas mãos ainda tremiam, e eu imediatamente me agachei ao lado dela, pegando as taças antes que caíssem de novo.

"Não quero que você toque em nada dele. Nem no ar que ele deixou aqui."

Ela me olhou como se tentasse entender até onde eu iria. E a verdade? Nem eu sabia. Eu estava por um fio.

Nos levantamos juntos, e ela ficou tão perto que eu pude ver as pequenas veias pulsando em seu pescoço. Meu lobo rosnou baixo. Eu estava sufocando.

"Vamos pra cozinha," murmurei. "Preciso respirar. Ou explodir. Ainda não decidi."

Ela assentiu e caminhou ao meu lado, sem soltar a bandeja. Quando entramos no ambiente silencioso e vazio, me larguei no banco de madeira, enquanto ela ia até a pia. Tirei o celular do bolso e digitei para Stefanos com os dedos duros de tensão.

162. Reação 1

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