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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 169

Stefanos

O carro já estava estacionado em frente à mansão, o motor ligado, e o motorista com os olhos fixos no retrovisor, aguardando a ordem final.

Johan desceu os últimos degraus da entrada como se estivesse indo para um passeio qualquer. A mochila jogada nas costas, a expressão entediada, aquela mesma que ele usava desde pequeno quando queria fingir que não se importava.

Mas agora, ele não estava enganando ninguém.

Muito menos a mim.

Abri a porta do carro devagar e parei ao lado dela, bloqueando a passagem.

"Tem certeza que não quer me contar quem é o seu cúmplice?" perguntei, sem rodeios. "Vai embora levando esse peso com você?"

Ele arqueou uma sobrancelha. “Cúmplice de quê, tio? De ter sido jogado pra longe por causa de uma loba?”

Fechei a porta com força, sem deixá-lo entrar.

"Não brinque comigo, Johan. Tenho certeza que tem dedo seu nisso tudo. E sei muito bem que não fez tudo sozinho. Você não teria essa capacidade"

Ele cruzou os braços, o olhar escuro de raiva.

“Você vai se arrepender disso. Vai perceber que me afastar é o maior erro da sua vida. Que escolheu o lado errado. Confiou na loba errada.”

Respirei fundo, lutando contra o instinto de responder como um lobo e não como um homem. Mas já não havia muito de humano em mim esta manhã.

"Eu já me arrependi. Me arrependi de ter deixado você ficar perto demais da Diana."

Ele recuou meio passo, mas logo se recompôs, com aquele orgulho tolo ainda estampado no rosto, o mesmo que sempre usava quando queria esconder o medo.

"Ela te usou, Johan. Minha voz saiu mais firme. "Fez de você um bode expiatório. Manipulou seus sentimentos, distorceu sua cabeça... e você caiu feito um idiota. Agora está assumindo as consequências por escolhas que nem foram suas."

Me aproximei mais um pouco. A tensão entre nós era como eletricidade no ar.

"Faça um trato comigo," continuei. "Me dê os nomes. Diga quem estava com você. E eu prometo: você fica no colégio apenas até isso se resolver."

A esperança de redenção pairou por um segundo e evaporou.

“Você está cego por aquela loba,” ele rebateu com desprezo. “Acha que todo mundo tem que se ajoelhar diante dela. Pelo visto, não fui só eu que me tornei um idiota por amor.”

Não respondi.

Apenas abri a porta do carro com calma e dei um passo para o lado.

Ele hesitou e então tentei de novo, dessa vez indo direto ao ponto fraco.

"Você está jogando fora a única família que tem, Johan. Podia me ajudar com o filhote que vai nascer, ele é seu primo. Ele vai precisar de nós. E você… podia ser parte disso."

Seus olhos escureceram. A voz carregava mágoa... mas não arrependimento.

"Minha mãe teria vergonha de você," ele falou, num tom mais baixo, mais venenoso. "De tudo que você prometeu pra ela no leito de morte. De tudo que dizia que eu seria na sua vida. E agora... está me trocando por essa criança."

Fechei os olhos por um segundo, sentindo o impacto. Mas quando voltei a encará-lo, minha voz já era aço.

"Acho que conhecia sua mãe melhor do que você. E temos visões bem diferentes sobre o que ela aprovaria... ou não."

Nos encaramos por longos segundos.

Pra mim.

Pra ele.

Era o fim de algo que custava admitir.

"Entre. E vá embora." Minha voz não tremeu. "Antes que eu me arrependa de não ter sido mais duro."

Ele hesitou por um último segundo. Talvez esperando um gesto, uma hesitação. Um laço que ainda pudesse puxar.

Mas não havia mais nada.

169. O fim de um laço 1

169. O fim de um laço 2

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