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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 170

Stefanos

Subi as escadas devagar, com a cabeça cheia e o coração mais pesado do que gostaria de admitir.

Quando parei em frente à porta do quarto, ouvi o silêncio. Um silêncio que pesava mais do que qualquer rugido de guerra.

Bati levemente.

"Entra," ouvi a voz baixa de Jenna.

Empurrei a porta e encontrei Nuria sentada na cama, com o colar preso entre os dedos.

Ela não me viu de imediato. Estava perdida, olhando para o objeto como se ele pudesse responder todas as perguntas que a atormentavam.

Quando ela ergueu os olhos e me viu, sua expressão se quebrou ainda mais.

"Nos deixe sozinhos, Jenna , por favor." murmurei.

Ela assentiu e saiu sem dizer uma palavra.

Fechei a porta atrás de mim, e fui até a cama, sentando ao lado dela.

Nuria segurava o colar com tanta força que seus nós dos dedos estavam brancos.

"Não faz sentido," sua voz saiu baixa, trêmula. "Solon deve ter guardado isso. Ou Diana. Ou alguém próximo deles. Não pode ser coincidência... não pode... Eu nem me lembrava mais desse colar. Parecia que por um segundo não doía mais..."

A tensão no corpo dela era palpável.

Sem pensar, puxei-a para o meu colo.

Seus braços se agarraram a mim no mesmo instante, como se eu fosse a única âncora dela no meio daquela tempestade.

"Shhh," murmurei, encostando meu queixo em seus cabelos. "A gente vai descobrir. Vamos achar quem fez isso. Eu prometo."

Ela assentiu contra meu peito... mas não durou muito.

De repente, Nuria se soltou, levantando-se de um salto.

"Eu não consigo!" ela exclamou, passando as mãos pelos cabelos, os olhos brilhando de angústia. "Não consigo pensar, não consigo respirar! Eu só queria que... que tudo ficasse bem! Sem medo, sem desespero a cada passo! Por que estão fazendo isso, Stefanos? Por quê?"

Ela andava de um lado para o outro, e cada palavra parecia mais pesada que a anterior.

"Cada dia parece mais caótico," sussurrou. "Agora com um bebê... como é que eu vou ficar calma sabendo que o mundo lá fora quer me arrancar tudo? Que vão caçar não só a mim, mas ao nosso pequeno milagre? Como eu posso dormir, sabendo que podem invadir nossa casa e tirá-lo de nós?"

Minha garganta apertou. Porque ela tinha razão.

O mundo que eu conhecia, o mundo que eu podia dominar pela força, nunca foi gentil com pessoas como ela.

Me levantei e cruzei o quarto até ela.

Segurei seus pulsos delicadamente e a puxei contra meu peito.

Ela se deixou envolver, desabando nos meus braços.

"Eu sei," sussurrei contra sua têmpora. "Eu sei que parece que tudo está ruindo. Mas, Nuria..."

Segurei seu rosto com as duas mãos e a obriguei a me encarar.

"Eu vou dar um jeito. Vou resolver essa situação. Vou caçar cada maldito que tentar te tocar, tentar nos ameaçar. Você e nosso bebê estão seguros. Eu juro pela Deusa."

Ela mordeu o lábio, tentando segurar as lágrimas.

"Eu nem quero mais me vingar de ninguém," confessou em voz rouca. "Só quero ter o nosso filhote em paz. Quero ficar tranquila. Quero poder andar livre, sem olhar pra trás esperando o próximo golpe."

A mão dela se fechou sobre a minha camisa.

170. Meu caminho 1

170. Meu caminho 2

170. Meu caminho 3

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